Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Taxas seguem exterior e encerram sessão de quinta em alta

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A curva a termo percorreu a segunda etapa do pregão desta quinta-feira, 24, com abertura em quase todos os vértices, à exceção dos curtos, influenciada pelo aumento global dos juros. O movimento local, no entanto, foi considerado comportado, diante da ausência de sinais concretos de avanço nas negociações com os EUA, a cerca de uma semana da tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros entrar em vigor.

Encerrados os negócios, a taxa de contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) que vence em janeiro de 2026 oscilou de 14,942% no ajuste de ontem para 14,930%. O DI de janeiro de 2027 passou de 14,218% no ajuste da véspera para 14,200%. O DI de janeiro de 2028 marcou 13,550%, vindo de 13,54% no ajuste antecedente, e o DI de janeiro de 2029 subiu de 13,471% no ajuste anterior para 13,510%.

publicidade
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na ponta mais longa da curva, o DI de janeiro de 2031 avançou de 13,72% no ajuste de quarta para 13,770%. O DI do primeiro mês de 2033 ficou em 13,900%, de 13,824% no ajuste.

Para Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, a alta das taxas futuras no Brasil seguiu a tendência global, após leilão de títulos de 40 anos do Japão que teve demanda fraca na madrugada de terça-feira para quarta, em um resultado "bem ruim". "Historicamente há uma correlação entre os juros globais e do Japão", diz Borsoi.

Já hoje, os rendimentos dos Treasuries subiram, na esteira de dados que sinalizaram atividade ainda forte nos EUA. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 217 mil na semana passada, ante expectativa de 227 mil dos analistas consultados pela FactSet. Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços americano subiu de 52,9 para 55,2 entre junho e julho, nível mais alto em sete meses.

publicidade

Na visão do economista, o conjunto de indicadores frustra a percepção de que a maior economia do mundo vai desacelerar e o Federal Reserve (Fed) terá que reduzir os juros por causa da fraqueza da atividade. A decisão de política monetária do BC americano será na próxima quarta, mesmo dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para definir a taxa Selic.

Por aqui, há outras questões que moderaram o fôlego dos juros na sessão de hoje, observa o economista-chefe da Nova Futura: a percepção dos agentes de que, no curto prazo, o tarifaço americano teria impacto desinflacionário sobre os preços; os dados de arrecadação positivos de junho - que não mudam o quadro estrutural das contas públicas, mas vieram favoráveis -; e, por fim, a indicação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não será preso. "Obviamente isso está em banho-maria, mas tira um pouco a pressão de curto prazo dos ruídos políticos".

Elencados os vetores de ajuda, Borsoi afirma estar surpreso com a alta moderada dos juros, que poderia ser muito pior, em sua avaliação. "O cenário geopolítico que está se desenhando é bem negativo para a gente. Em tese as tarifas de Trump começam a vigorar na próxima semana. A falta de comunicação entre Brasil e EUA sinaliza que eles EUA não querem acordo, e o governo está conversando com os EUA em nível técnico com o secretário do Tesouro. Isso não resolve nada."

publicidade

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline