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    Taxas futuras de juros mantêm ajuste e avançam, na contramão da queda do dólar

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 20.04.2021, 10:18:00 Editado em 20.04.2021, 10:22:43
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    Depois de quatro dias consecutivos de queda, as taxas de juros negociadas no mercado futuro operam em alta nesta terça-feira, na contramão do dólar, que perdeu fôlego e oscila perto da estabilidade, flertando com o terreno negativo. Segundo informações nas mesas de negociação, a alta pode ser considerada um ajuste às quedas recentes, mas tendo como pano de fundo o desconforto com a questão fiscal, após o acordo entre governo e Congresso em torno da lei orçamentária de 2021.

    "Não se pode dizer que foi uma surpresa, mas os números sugerem maquiagem no teto de gastos, gerando algum desconforto. E o mercado ainda está digerindo", disse um trader de renda fixa.

    Na segunda-feira, o Senado aprovou o Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 2 de 2021, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 e permite a abertura de crédito para programas de combate à pandemia de covid-19. O texto segue agora para sanção presidencial.

    De acordo com o Ministério da Economia, serão destinados R$ 10 bilhões para o BEm e outros R$ 5 bilhões para o Pronampe. O projeto também abre caminho para mais gastos neste ano, e não apenas para esses programas, sem a necessidade de reduzir outros gastos ou aumentar a arrecadação. Com isso, o custo previsto de gastos contra a covid-19 em 2021 pode chegar a R$ 125,8 bilhões.

    Apesar de os termos ajustados entre governo e Congresso não serem considerados os ideais, o entendimento entre os Poderes acabou por ter reflexos positivos no mercado futuro de juros, que ontem ajustou as taxas para baixo no fechamento. Hoje a tendência é oposta.

    "O efeito positivo de ontem não deve se prolongar para esta terça-feira, e é possível haver cautela no dia de hoje, diante da percepção de que cerca de R$ 125 bilhões em gastos ficarão fora do cálculo do teto. Além disso, veto presidencial de 11 anos atrás derrubado pela Câmara deve gerar despesas de mais R$ 2,7 bilhões para a União", diz a corretora Renascença em relatório divulgado esta manhã.

    Às 10h13, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2023 tinha taxa de 6,29%, ante 6,25% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 projetava 7,92%, contra 7,87% do ajuste anterior.

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