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Taxas de juros sobem com resiliência da atividade indicada por PIB e mercado de trabalho

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O mercado de juros esticou a sequência de altas das taxas dos últimos dias. Aos dados fortes do mercado de trabalho na semana, hoje a leitura do PIB do primeiro trimestre reforçou a percepção de desaceleração lenta da atividade, sem alterar a aposta majoritária de manutenção da Selic no Copom de junho, mas endossando a expectativa de juro nos 14,75% por um período prolongado. Ao mesmo tempo, a curva sofreu com a nova depreciação do câmbio e com as incertezas sobre o futuro do decreto do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no pano de fundo.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subiu de 14,742% para 14,805% e a do DI para janeiro de 2027, de 14,00% para 14,15%. O DI para janeiro de 2029 tinha taxa de 13,62%, de 13,48%. No balanço do maio, as taxas avançaram nos vencimentos curtos e nos longos fecharam praticamente nos mesmos níveis do começo do mês.

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As atenções seguiram hoje concentradas principalmente no ambiente doméstico. A alta do PIB, de 1,4% no primeiro trimestre, na margem, veio ligeiramente abaixo da mediana das estimativas da pesquisa do Projeções Broadcast, de 1,5%, mas alcançou o maior patamar da série histórica iniciada em 1996. Houve impulso importante do setor agropecuário - que atingiu o recorde da série -, mas também outros componentes "ex-agro" indicam que o crescimento segue disseminado, a despeito do juro elevado, apontam os analistas da Kínitro Capital.

A composição do PIB sugere que a atividade está resiliente e, numa leitura conjunta com os números surpreendentes da Pnad Contínua e do Caged em abril divulgados esta semana, que o arrefecimento daqui em diante pode ser mais lento que o previsto.

André Muller, estrategista-chefe da AZ Quest, diz que os dados indicam que o ciclo de crescimento deve se prolongar por um tempo a mais do que era o esperado. "A abertura da curva reflete um pouco disso, uma visão de que os últimos dados de atividade reduziram o risco de uma desaceleração rápida", afirma. Com isso, prossegue, houve ajuste nos prêmios para eventuais quedas de juros no fim deste ano e do próximo ano. "A probabilidade de corte é pequena."

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"Projetamos importante desaceleração no segundo semestre, mas as medidas do governo exigem atenção, podendo reduzir esse ritmo. Não acreditamos em uma postura passiva do governo em deixar a atividade desacelerar", afirmam os profissionais da Kínitro, que trabalha com um cenário de convergência da inflação também mais morosa que a apontada pelo Banco Central.

A perspectiva de que o governo deva reforçar medidas para segurar a economia preocupa num cenário de pressão fiscal. Nos dados do setor público apresentados hoje, o superávit primário de R$ 14,15 bilhões em abril veio abaixo do consenso de R$ 18,75 bilhões, acompanhado por aumento da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) a 76,2%.

Do mesmo modo, ficam no radar eventuais reações do Planalto à nova pesquisa apontando queda na popularidade do presidente Lula. Segundo levantamento da Atlas Intel, o índice de desaprovação chegou a 53,7%, maior marca da série histórica.

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Além dos dados, a curva captou a pressão do câmbio, que voltou a superar R$ 5,70 em meio à disputa da Ptax de fim de mês e temor de acirramento da guerra comercial após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a China violou "totalmente" o acordo sobre tarifas com os americanos.

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