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Taxas de juros recuam com ajuda do dólar, apesar de indefinição nos Treasuries

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Os juros futuros fecharam a sessão desta sexta-feira, 16, em queda firme, com a melhora do câmbio e apesar da indefinição de rumo dos rendimentos dos Treasuries. Também esteve no radar a reunião do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, com instituições do mercado financeiro. Num dia sem vetores fortes a conduzir os negócios, o mercado devolveu parte do estresse de ontem provocado pelas preocupações fiscais, num ambiente relativamente hoje tranquilo no exterior.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 fechou em 14,740%, de 14,814% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2027 cedeu de 14,18% para 14,00%. A taxa do DI para janeiro de 2029 caiu a 13,60% (13,74% ontem).

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Na semana em que a ata do Copom reforçou a percepção de que o ciclo de altas da Selic terminou em maio, as taxas curtas acumularam leve queda e as longas subiram, afetadas ainda pela piora na percepção do risco para as contas públicas e pela esticada das taxas dos Treasuries.

As taxas já caíam pela manhã, mas limitadas pela alta do dólar. No início da tarde, a moeda virou para baixo, renovando mínimas na casa dos R$ 5,66 e abrindo caminho para os DIs acentuarem o ritmo de baixa. No meio da tarde o movimento ganhou novo impulso, especialmente no miolo da curva, que chegou a fechar mais de 20 pontos-base, empurrando a taxa do DI para janeiro de 2027 novamente para 14% nas mínimas do dia. Este vencimento capta as perspectivas para a Selic no horizonte da política monetária e o fim do mandato do presidente Lula.

O comportamento do câmbio isoladamente não conseguiria promover um ajuste tão expressivo nas taxas, uma vez que o noticiário da tarde foi relativamente morno para a renda fixa e os Treasuries operavam sem rumo definido. Nas mesas de operação, profissionais chamavam a atenção para a agenda dos diretores do Banco Central, em especial a de Nilton David, que recebeu vários economistas da Itaú Asset nesta tarde. Pela manhã, houve reunião com o Santander.

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A economista-chefe da CM Capital, Carla Argenta, viu a dinâmica do mercado mais influenciada pela falta de novidades no exterior que pudessem agravar as preocupações com a guerra comercial e também ausência de notícias que pudessem confirmar os receios de medidas fiscais expansionistas, que atormentaram ontem o mercado, como o possível reajuste no valor do Bolsa Família.

No exterior, a curva dos Treasuries abriu com o aumento da expectativa de inflação do consumidor na pesquisa da Universidade de Michigan, mas acabou não afetando as taxas locais. Outro fator de possível estresse, mas que também foi ignorado, foram os possíveis desdobramentos da identificação do primeiro foco de gripe aviária em um granja comercial no Rio Grande do Sul, que já provocou suspensão temporária da exportação de frango pela União Europeia.

"É preciso esperar para mensurar o tamanho do problema e, por isso, ainda não chega a afetar a perspectiva para a inflação. Riscos inflacionários que transbordam para o mercado de juros não estão neste tema", afirma a economista, citando como exemplo a inflação de serviços.

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