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Taxas de juros ficam de lado com IPCA-15, recuo do petróleo e expectativa por Caged

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Sob um jogo de forças entre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de maio acima do previsto, ainda que longe de assustar muito, e queda na ordem de 5% nas cotações do petróleo, os juros futuros negociados na B3 fecharam praticamente estáveis ante os ajustes na sessão desta quarta-feira. Faltando poucas horas para o fim do pregão, as taxas migraram para viés de alta, em meio à expectativa por um resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que pode vir forte na quinta-feira, assim como por um lote ofertado maior de títulos prefixados no leilão desta quinta-feira do Tesouro Nacional.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 14,055% no ajuste anterior a 14,065%. O DI para janeiro de 2029 subiu de 13,819% no ajuste da terça a 13,83%. O DI para janeiro de 2031 avançou a 13,915%, vindo de 13,909% no ajuste.

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou no período da tarde que antecipou a publicação do Caged de abril para a quinta-feira, dado que estava previsto somente para sexta-feira. As antecipações, segundo um estrategista de uma grande corretora, que falou sob anonimato, costumam ocorrer quando o resultado vem forte, ou seja, mostrando um mercado de trabalho ainda aquecido e podendo atrapalhar o processo de calibração da Selic.

Além disso, agentes do mercado esperam um leilão pesado de títulos prefixados também nesta quinta-feira, tendo em vista a maior concentração das emissões em títulos flutuantes no período recente, o que pode ter levado a uma redução de posições aplicadas nas duas horas finais da sessão.

Antes da "virada" por volta das 16h, as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o Estreito de Ormuz - epicentro do conflito no Oriente Médio - será reaberto "para todos", no âmbito de um "rascunho" de acordo entre Washington e Irã, foi ignorada pelo mercado, que segue cético enquanto não vê sinais concretos sobre as tratativas.

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A ponta curta mostrou mais resistência à redução das cotações do óleo, que cederam cerca de 5% no pregão regular desta quarta, devido ao IPCA-15. O dado desacelerou de 0,89% em abril para 0,62% em maio, acima do consenso de mercado, que previa alta de 0,56%. Mais do que o indicador cheio, analistas se debruçaram sobre a composição do índice, que trouxe persistência de núcleos, serviços e pressão em bens industriais.

Para Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, o dado não apresentou deterioração adicional da dinâmica inflacionária na margem, o que manteve praticamente inalteradas suas projeções para o IPCA fechado de maio, junho e julho. As previsões para o indicador acumulado em 2026 e 2027 permaneceram em 4,9% e 4%, respectivamente.

Segundo Andréa, o avanço do IPCA-15 na passagem mensal foi explicado por componentes específicos e voláteis de serviços subjacentes, como condomínio e seguro de automóvel.

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Com uma inflação persistente, mas que já não assusta tanto, e sem notícias negativas adicionais no front da guerra, a ampla maioria do mercado segue apostando em redução de 0,25 ponto da Selic na reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo cálculos de Flávio Serrano, economista-chefe do banco Bmg, essa probabilidade é precificada em 84% na curva futura, praticamente o mesmo porcentual de na terça.

Sob um jogo de forças entre o IPCA-15 acima do previsto e a queda de cerca de 5% das cotações do petróleo na sessão regular, novamente motivada por expectativas sobre um acordo entre EUA e Irã, o mercado de juros operou de lado nesta quarta, com uma tímida alta nos prêmios, porém, ao final da sessão, já antecipando o "price-action" da quinta.

Segundo a mediana de estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, em abril devem ter sido abertas 211,1 mil vagas com carteira assinada. Como, porém, a divulgação do dado foi antecipada, houve rumores de que o indicador deve vir melhor que o esperado.

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