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SRB sugere a governo controle fiscal e apoio a crédito para conter alta de preço dos alimentos

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A Sociedade Rural Brasileira (SRB) sugeriu ao governo federal quatro eixos de medidas para o enfrentamento da alta de preços dos alimentos. Para a SRB, são necessários: controle fiscal, apoio ao produtor rural, infraestrutura agrícola e estabilidade cambial. O conjunto de ações recomendado pela SRB inclui, no âmbito macroeconômico, a redução de gastos públicos e implementação de medidas que contenham a inflação, visando à valorização do real e à redução da taxa de juros.

A SRB sugere ainda ao governo trabalhar para fortalecer o real, reduzindo o impacto do câmbio nos insumos e no preço final dos alimentos.

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No aspecto do apoio ao produtor rural, a SRB recomenda apoio ao crédito e ao seguro rural e a criação de políticas que reduzam custos de produção, como a regulamentação da Lei de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

Em infraestrutura agrícola, a SRB cita a adoção pelo governo de ações para desburocratizar o licenciamento de projetos logísticos, sejam aquaviários, ferroviários ou rodoviários, a fim de reduzir o custo de transporte. A criação de mecanismos de redução de custos de sistemas de armazenagem também é levantada pela SRB, que sugere a criação de um programa aos moldes do Empréstimo do Governo Federal (EGF), linha de crédito extinta voltada à armazenagem de produtos agrícolas, para incentivar a armazenagem em momento de preços baixos no mercado evitando a venda pelo produtor das commodities agrícolas abaixo do custo de produção.

O documento, assinado pelo presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, foi enviado à Presidência da República, à Vice-Presidência da República, ao Ministério da Fazenda, ao Ministério da Agricultura e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

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"O produtor rural brasileiro, como qualquer outro cidadão, espera conseguir produzir com segurança para que possa produzir cada vez mais. Esperamos que este cenário se resolva o mais rápido possível para termos mais abundância em nossas mesas", afirmou a SRB ao defender a implementação prática das medidas de estruturação de política econômica.

No documento, a SRB reconheceu que o aumento dos preços dos alimentos é uma das maiores preocupações dos consumidores e das famílias brasileiras neste momento de alta do custo dos itens básicos. A entidade reitera que o preço final cobrado ao consumidor é resultado de fatores que vão desde a lavoura até a gôndola dos supermercados.

"Como uma das partes da cadeia produtiva, o produtor rural depende de fatores de ambiente econômico e climático que estão, na maioria dos casos, fora do controle do produtor rural. Economicamente, o preço dos alimentos é resultado da interação entre oferta e demanda no mercado, portanto é essencial observar toda a cadeia produtiva para observar os pontos de maiores custos ao consumidor", observou a SRB.

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Entre os fatores que afetam os valores finais dos produtos, a SRB cita custos de produção, intermediários e logística e fatores externos, como eventos climáticos e impactos do mercado internacional, já que a maior parte dos valores de produtos agropecuários são globais. "Seja para resultado de curto, médio ou longo prazo, o ambiente de trabalho no qual o produtor está inserido propicia maior ou menor risco a atividade e, portanto, incentiva uma estabilidade produtiva que em última instância mantém o bom equilíbrio de oferta e demanda, o que significa estabilidade de preço agrícola/alimentos", defende a entidade.

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