Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Sindigás diz que retomar diferenciação de preços do GLP é retrocesso e inibe investimentos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) disse que recebeu com surpresa as declarações do presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sobre o interesse da empresa em impedir o crescimento do uso do GLP no segmento empresarial. Para a entidade, a possibilidade de adoção de preços diferenciados para o GLP "é um retrocesso" e vai inibir investimentos no setor.

"O Sindigás alerta que retomar a diferenciação que vigorou nos anos 2000, por quase 20 anos, é um retrocesso", disse a entidade em nota nesta quarta-feira, 7, um dia após as declarações de Magda durante a Offshore Technology Conference (OTC), maior conferência mundial da indústria de petróleo e gás em águas profundas, que acontece em Houston, no Texas, nesta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo o Sindigás, o preço diferenciado do GLP já foi amplamente analisado por estudos técnicos e acadêmicos, e se mostrou negativo. "Desestimulou investimentos, gerou gargalos no abastecimento e prejudicou consumidores, distribuidores e a própria Petrobras", avaliou.

Para a entidade, a decisão desconsidera a relevância do GLP como energético para pequenas indústrias e estabelecimentos comerciais e ignora o risco de um efeito cascata nos preços. "Ignora ainda que, desde 2016, o GLP da Petrobras subiu 185%, enquanto a margem das distribuidoras cresceu 44% no período", alertou.

O Sindigás explica que para pequenas indústrias e empresas de serviços, inclusive a maioria dos bares, restaurantes e padarias do país, o GLP é hoje a melhor escolha justamente por ser um energético com bom custo-benefício e com competitividade entre os fornecedores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Impedir que o produto chegue a mercados onde é competitivo contraria a lógica de um mercado livre e prejudica os consumidores finais ao desorganizar a logística e onerar toda a cadeia de um setor essencial, que atende 90% da população em 66 milhões de lares do País", afirmou o Sindigás.

A entidade destacou ainda, que os leilões realizados atualmente pela Petrobras já têm causado distorções no mercado, com aumento de custos, falta de previsibilidade e insegurança no fornecimento. Segundo fontes, a estatal tem vendido parte da sua produção de GLP às distribuidoras por meio de leilões, além da quantidade fornecida regularmente a preço tabelado. Para acessar volumes adicionais, as empresas precisam disputar lotes em um modelo de quem paga mais leva, o que eleva significativamente o custo final do produto.

Em Houston, Magda confirmou a realização de leilões de GLP, com objetivo de evitar a escalada de preço do produto, enquanto estuda a diferenciação de preços do GLP industrial e o gás de cozinha (botijão de 13 kg).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline