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Sinal de queda em NY e incerteza fiscal instigam baixa do Ibovespa

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O Ibovespa mira nesta sexta-feira, 22, um segundo pregão seguido de queda, acompanhando a leve baixa dos índices futuros de ações norte-americanos. Na quinta-feira, o Índice Bovespa fechou com queda de 0,75%, aos 128.158,57 pontos.

O recuo no pré-mercado de Nova York ocorre após o fechamento em máximas das bolsas dos Estados Unidos nesta semana, que ganharam reforço do tom "dovish" do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Por isso, ficam no radar comentários de dirigentes da autoridade monetária, especialmente do presidente Jerome Powell, nesta sexta-feira.

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A expectativa é que Powell reforce as apostas de três cortes dos juros nos EUA, com a redução começando em junho.

Apesar das apostas de recuo dos juros nos EUA ainda neste ano, André Meirelles, diretor de Alocação e Distribuição da InvestSmart XP, avalia que o Fed quer iniciar este processo de forma responsável. "Não pode se precipitar, não pode correr o risco de ver a inflação se deteriorando e depois ter de subir os juros de novo", afirma.

Outro ponto de atenção é o cenário fiscal doméstico. O mercado avalia o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do primeiro bimestre do governo federal, divulgado há pouco. O documento será importante para o mercado avaliar se ainda há possibilidade de cumprimento da meta fiscal de déficit zero em 2024, em meio ao avanço da arrecadação recentemente.

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Por enquanto, o relatório deve indicar a possibilidade de cumprimento da meta de primário zerado neste ano, cita o Bradesco em relatório.

Conforme o banco, os dados da arrecadação de fevereiro, informados ontem, podem melhorar sua estimativa para este ano. "Para 2024, projetamos um déficit primário de 0,7% do PIB, mas a continuidade do bom desempenho da arrecadação nos próximos meses pode trazer um viés de melhora para nosso número."

As dúvidas fiscais crescentes continuam sendo citadas por analistas como um fator a limitar a tendência de baixa da Selic, ainda mais após a mudança no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana sugerir que o corte de meio ponto poderá será o último desta magnitude no encontro de maio.

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"Não podemos ignorar a preocupação com o fiscal, sobretudo em ano de eleição municipal, o que eleva a expectativa com o pleito presidencial em 2026", diz Meirelles, da InvestSmart XP.

Um recuo do Índice Bovespa ocorre a despeito do ajuste para baixo nos juros futuros agora cedo e apesar da valorização de 1,50% do minério de ferro em Dalian, na China.

A safra de balanços de empresas brasileiras também fica no radar. Saíram os resultados do quarto trimestre da Sabesp, Cemig, CPFL, Qualicorp e Even.

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Às 10h20, o Ibovespa caía 0,20%, aos 127.825,04 pontos, ante mínima aos 127.718,81 pontos (-0,34%), ante abertura aos 128.158,57 pontos.

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