Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Sem proteção, Gerdau fala em rever investimentos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou nesta quinta, 20, que, se o governo brasileiro não tomar medidas de defesa econômica, a empresa irá repensar o nível de investimentos no Brasil. O setor reclama de invasão do aço importado da China.

O executivo lembrou que a companhia anunciou na quarta-feira previsão de investimentos de R$ 6 bilhões no País em 2025, mantendo o patamar do ano anterior. Assim, ele diz que, para este ano, essa cifra deve ser mantida. Eventuais reduções viriam para os próximos anos.

publicidade
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"É frustrante ver que o governo brasileiro não é célere para tomar medidas de defesa comercial", disse ele, que chegou a afirmar que o governo americano tem sido mais ágil nesse sentido. Há expectativa de que as políticas tarifárias do presidente Donald Trump beneficiem a companhia brasileira, já que a metalúrgica tem plantas no país. O republicano pretende impor uma tarifa de 25% sobre importações de metais, a fim de favorecer o mercado interno.

Nova terminologia

Werneck disse que a companhia deixou de usar o termo "proteção" e passou a preferir o termo "defesa comercial", por entender que a empresa é competitiva em cenários isonômicos, mas que a atual conjuntura exigiria mecanismos de defesa contra importações que não respeitam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

publicidade

"Sempre competimos de igual para igual. Nunca precisamos de proteção. A questão é defender a indústria contra uma competição desleal", afirmou. Ele diz que as empresas chinesas estariam exportando aço subsidiado com dinheiro público.

Para o CEO, uma tarifa única capaz de diminuir de forma efetiva as importações de aço no Brasil não deveria prever exceções e ter uma alíquota de 25% a 30%.

O diretor financeiro da companhia, Rafael Japur, afirmou que a empresa poderia estar vendendo cerca de 10% a mais de aço no Brasil se importações não tivessem dobrado nos últimos anos.

publicidade

Werneck afirmou que o investimento da empresa em bobina quente em Ouro Branco (MG) corresponde a uma demanda presente, mesmo em um cenário de sobreoferta de importações. No entanto, no segmento de aço longo, ligado à construção civil, a empresa tem buscado uma redução de participação desse produto da companhia, considerando as dificuldades de repassar preços no segmento.

Balanço

A Gerdau apresentou lucro líquido ajustado de R$ 666 milhões no quarto trimestre de 2024, queda de 9% ante o mesmo período de 2023 e de 53,5% sobre o terceiro trimestre. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 2,391 bilhões, alta de 17,2% em relação ao do quarto trimestre do ano anterior. Já a receita líquida ficou em R$ 16,822 bilhões, alta de 14,3% na mesma base de comparação.

publicidade

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline