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Sem citar Margem Equatorial, Marina defende investimentos em energia limpa e papel do Ibama

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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu, nesta sexta-feira, 14, que o Brasil invista em energia limpa e na transição energética. Também citou dados de redução do desmatamento e a importância do Ibama e do ICMBio nessas ações de combate. O discurso, realizado em cerimônia ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi feito em meio a embates no governo sobre a liberação da pesquisa para a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Bacia da Foz do Amazonas.

Lula passou a defender publicamente e de forma enfática a liberação para a pesquisa na região. Tem o apoio do Ministério de Minas e Energia e de vários políticos importantes, como o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Nesta semana, o presidente chegou a dizer que há um "lenga-lenga", que seria por parte do Ibama, para liberar os estudos.

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Apesar de não citar a Margem Equatorial em nenhum momento em seu discurso, Marina Silva fez questão de enaltecer o trabalho do mesmo Ibama nas ações de combate ao desmatamento.

"Nós assumimos o compromisso de desmatamento zero até 2030. Já tivemos redução de 45% na Amazônia, 27% na Mata Atlântica, de 77% no Pantanal e de 48% no Cerrado. Isso é o esforço inicial para que a gente chegue ao desmatamento zero, fazendo com que o desmatamento, que estava fora de controle, voltasse a ter combate, aumentando as ações de fiscalização do Ibama em 96%, do ICMBio em quase 200%", disse a ministra. "O Brasil é o País que pode dar uma grande contribuição para o desenvolvimento sustentável, como a gente pode fazer as coisas provando que é possível compatibilizar a proteção da floresta e o seu uso", declarou.

Na quinta-feira, 13, Lula disse que sonha com o fim do uso de combustíveis fósseis, mas que "esse dia está longe ainda". "Eu sou favorável e sonho que um dia a gente não precise de combustível fóssil. Acho que um dia não vamos precisar. Mas esse dia está longe ainda. A humanidade vai precisar (de) muito tempo", disse o presidente em entrevista a uma rádio do Amapá.

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Para a ministra do Meio Ambiente, no entanto, o Brasil tem a oportunidade de receber grandes aportes de recursos justamente em empreendimentos de energia limpa, não de combustíveis fósseis.

"Podemos dizer que o Brasil pode ser o endereço dos melhores investimentos. A China se constitui hoje como o País de maior contribuição em tecnologia para transição climática. O Brasil pode ser o endereço dos melhores investimentos, porque tem energia limpa e tem que continuar investindo na descarbonização da sua matriz energética, inclusive com hidrogênio verde. Não apenas para exportar, mas usar essa energia limpa para transformar nossa matéria-prima em riqueza e produtos materiais", declarou Marina.

Nesta sexta-feira, 14, em entrevista a uma rádio de Belém, o presidente Lula disse que Marina é "muito inteligente" e "jamais será contra" a exploração de petróleo na Margem Equatorial, mas que a questão é "como fazer" a pesquisa e a exploração de modo a não causar danos ambientais. "Tenho certeza de que a Marina jamais será contra, porque ela é muito inteligente. Não é que ela não queira fazer, mas é como fazer. Esse como fazer é uma coisa que eu quero, ela quer e você quer. Como fazer para não sermos predatórios com a nossa querida Amazônia. Por isso vamos fazer com muita responsabilidade. E se tiver petróleo, vamos ter mais dinheiro para fazer educação, saúde, ciência e tecnologia, mais gente no Ibama, professor, médico", afirmou.

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Desde que o presidente intensificou a pressão em relação à liberação para pesquisas na Margem Equatorial, Marina não deu declarações públicas sobre o tema, seja para ser a favor ou contra.

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