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'Se depender de mim, não tem outra medida fiscal', diz Lula

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Na contramão de economistas e analistas que dizem que mais cortes de gastos são necessários para equilibrar as contas públicas e dissipar uma potencial crise econômica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 30, que o governo pode discutir novas medidas ao longo de 2025, mas essa não será uma prioridade neste ano.

"Não tenho outra medida fiscal (planejada para 2025). Se apresentar durante o ano a necessidade de fazer alguma coisa, vou reunir o governo e discutir. Mas, se depender de mim, não tem outra medida fiscal", disse Lula, em entrevista coletiva.

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Segundo o presidente, o governo precisa agora pensar no desenvolvimento sustentável do País, "mantendo a estabilidade fiscal e sem fazer com que o povo pobre pague o preço de alguma irresponsabilidade de um corte fiscal desnecessário".

Em novembro, o governo lançou um pacote de medidas que previa uma economia de R$ 70 bilhões. O anúncio foi mal recebido pelo mercado, que avaliou o conjunto de iniciativas como insuficiente. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o governo ao dizer que novas propostas seriam discutidas neste ano. "Apenas esse pacote não é o suficiente", admitiu o ministro.

Apesar de dizer que o governo não cogita novas medidas, Lula voltou a dizer que "estabilidade fiscal é uma questão muito importante para este governo e para mim". "A gente quer estabilidade fiscal e queremos o menor déficit possível", afirmou o presidente.

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Ontem, o Tesouro Nacional divulgou que o governo central, que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), fechou o ano com déficit de R$ 43 bilhões, o que indica o cumprimento do arcabouço fiscal.

O resultado serviu de argumento para Lula rebater os questionamentos à política fiscal do governo. "O que aconteceu com o déficit fiscal? (Vai ser) De 0,1% (do PIB). Não é 2,5% (do PIB), como recebemos, é zero. Vai ser assim, porque tenho muita responsabilidade". Lula chegou a cobrar desculpas dos críticos da política econômica a Haddad.

Juros

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Crítico da política monetária conduzida pelo Banco Central, durante a gestão de Roberto Campos Neto, Lula isentou o novo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, indicado por ele ao cargo, pelo aumento de um ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic) na reunião de quarta-feira, para 13,25%. "Não pode dar cavalo de pau em um mar revolto de uma hora para outra", disse. "Já estava praticamente demarcada a necessidade da subida de juros pelo outro presidente (do BC)."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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