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Rehn defende agilidade do BCE e diz que acordo com Mercosul deve ser 'próximo passo' da UE

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O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Olli Rehn afirmou nesta quinta-feira, 24, que, diante da crescente incerteza econômica e das pressões geopolíticas, "devemos manter total liberdade de ação e ser ágeis". Durante discurso no Washington Economic Festival, Rehn reconheceu que "há boas razões para pausar os cortes agora", mas defendeu que a instituição mantenha todas as alternativas sobre a mesa.

"Os riscos econômicos estão começando a se materializar", alertou, em referência à desaceleração da zona do euro, pressionada pela guerra comercial e por choques externos. Ainda assim, ponderou que o BCE "não deve descartar" um corte de juros mais agressivo caso as projeções indiquem inflação abaixo da meta de 2%.

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Desde junho do ano passado, o BCE já reduziu os juros sete vezes, de 4% para 2,25%. Segundo Rehn, as decisões buscaram "apoiar o consumo e o investimento diante dos ventos contrários globais". Com a inflação convergindo para a meta de 2% no médio prazo, o dirigente reiterou que novos cortes "estarão alinhados à nossa estratégia, dependendo dos dados".

Diante do avanço do protecionismo global, Rehn defendeu que a União Europeia amplie seus acordos comerciais e apontou a América Latina como prioridade. "Ratificar o acordo com o Mercosul deve ser o próximo passo", afirmou, ao comentar a estratégia europeia de diversificação de parcerias além do eixo transatlântico. Ele lembrou ainda que novos pactos de comércio estão sendo negociados com Índia, Indonésia e Austrália.

Ao comentar os efeitos da guerra comercial, Rehn destacou seu impacto já perceptível na atividade econômica. "Muitos dos riscos de baixa destacados nas projeções de março do BCE se materializaram, e as perspectivas de crescimento pioraram", disse. Ele também ressaltou a importância de preservar a independência do banco central, especialmente em um ambiente de crescentes pressões políticas.

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