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Queda global do dólar e sinal de que Brasil não retaliará EUA impulsionam real

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O ambiente externo propiciou uma leve recuperação do real - mas ainda distante de apagar as perdas de mais de 2% em julho -, na esteira da desvalorização global do dólar e da alta do minério de ferro. O fluxo foi baixo em meio a uma agenda enxuta, que teve como destaque o boletim Focus, com alívio nas expectativas inflacionárias, e a sinalização do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que o governo brasileiro não retaliará os Estados Unidos.

Com mínima a R$ 5,5514 e máxima a R$ 5,6119, ambas pela manhã, o dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira, 21, em queda de 0,40%, a R$ 5,5650. O diretor de investimentos Leonardo Monoli, da Azimut Brasil Wealth Management, afirma que o desempenho do câmbio nesta segunda-feira esteve mais relacionado com o ambiente externo favorável. "O dólar fraco com relação a outras moedas é o fator mais importante, e segue prevalecendo", afirma, enfatizando que não houve um motivo doméstico para a melhora do real.

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A desvalorização do dólar ocorreu tanto entre moedas fortes - vide DXY cedendo a 0,6% no fim da tarde -, quanto ante moedas emergentes (com exceção do peso colombiano), em meio ao cenário de incerteza sobre as tarifas e a campanha da Casa Branca contra o Federal Reserve (Fed). Para economias exportadoras, como é o caso do Brasil, o aumento de 2% do minério de ferro em Dalian, na China, e de 3% em Cingapura também ajuda em termos de fluxo.

O gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, observa, contudo, que o dólar subia contra o real no início da manhã, mas diz que o mercado "se acalmou" após comentários de integrantes do governo de que não haverá retaliação contra os EUA - e foi só então que a divisa americana se firmou em baixa contra o real.

O comentário faz referência à declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à rádio CBN, de que não vai adotar qualquer retaliação contra empresas ou pessoas físicas dos EUA como resposta à tarifa de 50% sobre os produtos do Brasil e às ações de caráter político contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro.

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Destaque de agenda enxuta neste início da semana, o Boletim Focus mostrou que a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 2025 caiu de 5,17% para 5,10%, e a de 2026 recuou de 4,50% para 4,45% - abaixo do teto da meta pela primeira vez desde março. Alguns operadores consideram que a revisão também contribuiu para maior fluxo.

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