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Produção industrial cai 0,2% em maio, aponta IBGE; resultado fica abaixo do esperado

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A produção industrial caiu 0,2% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira, 3, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a maio de 2025, a produção subiu 0,2%.

No acumulado do ano, a indústria subiu 1,4%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 0,4%, ante aumento de 0,7% até abril. O índice de Média Móvel Trimestral da indústria registrou alta de 0,3% em maio.

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O resultado veio abaixo do esperado. A mediana da pesquisa Projeções Broadcast indicava alta de 0,2%, com estimativas que variavam de queda de 0,3% a avanço de 1%.

Na comparação com maio de 2025, a produção também ficou aquém da mediana (alta de 1,2%), com piso de retração de 0,1% e teto de aumento de 3,3%.

A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) registrou aumento em 16 dos 25 ramos industriais analisados em maio ante abril. Em comparação a maio de 2025, houve queda em 17 dos 25 ramos. O IBGE também nota o efeito calendário nesta divulgação, uma vez que maio de 2026 registrou um dia útil a menos do que maio de 2025.

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O avanço em maio foi impulsionado por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%) e atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,7%).

Entre os destaques negativos, o IBGE chama atenção para impressão e reprodução de gravações (-10,1%), máquinas e equipamentos (-9,5%), equipamentos de informática (-8,7%). O Instituto também frisou o recuo observado em produtos alimentícios (-3,7%).

"O setor extrativo e as atividades que envolvem os derivados de petróleo explicam em boa parte o crescimento até maio", afirmou o gerente de pesquisa do IBGE, André Macedo.

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Ainda conforme Macedo, o mês de maio indicou uma menor intensidade do setor industrial, levando ao alívio no acumulado até maio, mas reconhece que o setor ainda registra "saldo positivo importante".

No acumulado até maio, três das quatro grandes categorias econômicas registraram crescimento, com destaque para bens intermediários (2,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,5%). Os bens de consumo duráveis cresceram 0,6% por essa métrica, enquanto os bens de capital acumulam queda de 6,2%.

Segundo o economista Leonardo Costa, do ASA, as principais influências negativas para a produção industrial em maio vieram de segmentos sensíveis aos impactos do conflito no Oriente Médio, que, após um primeiro trimestre forte, deve desacelerar. "Outras contribuições negativas podem ser pontuais", afirma.

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Para Costa, na abertura por categorias, os destaques negativos ficaram com bens de consumo semi e não duráveis, que tiveram queda de 1,3% nesta leitura.

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