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    Presidente do BNDES defende apoio público em setores 'disruptivos'

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 12.05.2021, 12:49:00 Editado em 12.05.2021, 12:56:25
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    Com a economia saindo da crise com mais desigualdades e com as finanças públicas em cenário "desafiador", é importante o apoio público focar em setores, como os de alta inovação tecnológica, afirmou nesta quarta-feira o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.

    "Saímos da crise com desigualdades, e as finanças públicas estão em cenário desafiador. Por isso, é importante apoiar setores disruptivos", afirmou o executivo, durante transmissão ao vivo para o lançamento do Fundo Indicator 2 IoT FIP, fundo de investimento em participações focado no apoio a "startups" que desenvolvam produtos e serviços para Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

    O novo fundo conseguiu captar R$ 240 milhões. O BNDES e a Qualcomm Ventures, braço de investimentos em pequenas empresas inovadoras da fabricante de equipamentos de telecomunicações americana, são os investidores iniciais do fundo. Também aportaram recursos as empresas Multilaser, Lenovo, o Banco do Brasil, a Motorola e a Telefónica.

    A ideia é que o fundo tenha dez anos de duração e aporte recursos em cerca de 30 "startups" nesse período, com tíquete médio em torno de R$ 10 milhões por empresa, explicou Thomas Bittar, um dos sócio da Indicator Capital, gestora do novo fundo.

    Montezano destacou a tradição "de décadas" do BNDES no investimento em iniciativas de "capital-semente" e "venture capital", como os fundos Criatec. Segundo o executivo, o planejamento estratégico do banco de fomento, daqui por diante, inclui reforçar esse tipo de apoio, em parceria com o setor privado e focando na capilaridade de seus investimentos.

    "Cada vez mais, o banco vai apoiar esse tipo de iniciativa. Fazer isso de forma isolada, com o banco indo direto (às empresas), é inviável operacionalmente e intelectualmente. É importante haver diversidade de agentes e de conhecimento", afirmou o presidente do BNDES.

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