Economia

Por que o Banco Central lançou a nota de R$ 200?

Da Redação ·
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Por que o Banco Central lançou a nota de R$ 200?

Nesta quarta (29), o Banco Central anunciou a criação da nova cédula de R$200. Aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ela deve ser oficialmente lançada no final de agosto. A tiragem será de 450 milhões de unidades de cédulas, o equivalente a R$90 bilhões. A nota será ilustrada com o lobo-guará.

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Mas afinal, porque criar a nova cédula? Para o economista Rogerio Ribeiro, de Apucarana, a nota facilitará na questão de volume e transporte de grandes quantidades de dinheiro, além de ter elementos de segurança contra falsificação. “Não deve gerar impacto na economia, já que essas novas notas substituirão cédulas já existentes no mercado. Aliás, toda semana são recolhidas notas rasgadas, rasuradas da circulação”, explica.

Rogério diz que um dos pontos negativos da criação da cédula será na hora de comerciantes darem troco. "Estava até comentando ontem com um conhecido. Os comerciantes já têm dificuldade em dar troco quando é uma nota de R$100, imagina agora com essa cédula de R$200", ressalta. 

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“Entesouramento”

Mais saques, dinheiro embaixo do colchão e auxilio. A pandemia fez com que as pessoas guardassem mais dinheiro em casa. A diretora administrativa do Banco Central, Carolina de Assis Barros, explicou o contexto para a decisão de criar a nota de R$200. Segundo ela, o Brasil e o mundo observaram um "entesouramento" desde que a pandemia começou. Ou seja, as pessoas guardando mais dinheiro físico.

Os números ilustram que em 2019, o pico máximo de dinheiro vivo circulando foi de R$281 bilhões, em dezembro – época aquecida da economia, movida pelas compras de fim de ano. Em 2020, a projeção do Banco Central era de R$301 bilhões, também em dezembro. Porém, a pandemia quebrou esse cenário: um pico de R$342 bilhões já aconteceu neste ano.

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As hipóteses do Banco Central para este comportamento levantam não só a formação de reservas por parte da população, como também o pagamento dos auxílios financeiros, como o auxílio emergencial, e a diminuição do volume de compras no comércio. Ou seja, o dinheiro foi mais demandado, mas menos gasto e, portanto, não circulou com a velocidade esperada para rodar a economia.

Para a diretora, o plano de criar uma nota de R$200 já existia. Ela afirmou que a quantidade de papel-moeda em circulação está adequada para as necessidades da população, mas não é possível saber por quanto tempo o tal "entesouramento" continuará.  Por isso, o BC decidiu agir preventivamente para um possível aumento de demanda.

Carolina observou, ainda, que a nota de R$200 permitirá reduzir custos de logística e distribuição pelo país. No final de agosto, quando a nova cédula for lançada, o Banco Central apresentará os elementos de segurança contra falsificações.

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Fonte: Nu Bank