Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Pochmann: Norte global não tem nada a ensinar e é preciso pensar novo modelo de modernidade

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann, disse nesta quarta-feira, 9, que é preciso pensar em um novo modelo de modernidade, já que as estruturas que foram comandadas pelo Ocidente nos últimos séculos estão "colapsando" e não podem ser utilizadas pelos países do Sul global. As declarações foram feitas durante a participação de Pochmann em um dos painéis do evento "Dilemas da humanidade: perspectivas para a transformação social", que aconteceu no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Durante a exposição, o presidente do IBGE apontou que o conceito ocidental de progresso nos últimos 500 anos se baseou em três pilares: o poder das armas; a exploração da natureza como fonte ilimitada de recursos e a explosão demográfica. Todos esses três fatores, segundo Pochmann, não podem ou não conseguem se manter na sociedade atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Por conta disso, diz ele, a visão predominante que vem do Norte global hoje é de uma falta de perspectiva e de "cancelamento do futuro". "Isso gera o domínio do curto prazo, enquanto o planejamento de médio e longo prazo praticamente desaparece, porque a política se subordina cada vez mais aos interesses econômicos", avalia o presidente do IBGE.

Ele acrescenta que isso impõe uma necessidade de reflexão para encontrar alternativas que não podem ser a repetição desse passado. "O Norte não tem nada a nos ensinar. Nosso futuro não passa pelos Estados Unidos ou Europa", disse.

Durante sua fala, Pochmann também mencionou que, atualmente, com o avanço da economia digital em detrimento de uma configuração industrial, a armazenagem e tratamento de dados têm ganhado cada vez mais importância. "São pouquíssimos países do mundo que têm soberania sobre seus próprios dados. A maior parte não controla suas próprias informações", detalhou o presidente do IBGE, dizendo que o Sul global também precisa pensar em uma alternativa para a questão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline