Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Plano de recuperação judicial da Coesa não deveria sequer ter sido homologado, diz TJ-SP

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) apontou inconsistências no plano de recuperação judicial da Coesa e afirmou que o mesmo não deveria ter sido homologado pela 1ª Vara de Falências de São Paulo. O plano foi homologado em 2021.

Além de apontar ilegalidades no pagamento dos credores trabalhistas, o Presidente da Seção de Direito Privado do TJ-SP, o desembargador Beretta Da Silveira, afirma ter havido manipulação na votação do plano.

publicidade
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Silveira diz que, ainda que fosse superada a questão da abusividade do pedido recuperatório, dado que esta é a segunda vez que a OAS entra em recuperação judicial, "o plano sequer deveria ser homologado, já que há 'questões intransponíveis', que exigiriam a votação de outro plano". Ela cita a ilegalidade no pagamento dos credores trabalhistas; utilização tendenciosa de subclasses, especialmente por valor do crédito, com o fim de manipular a votação do plano".

Na visão da presidente do TJ-SP, "caminhos obscuros" foram usados como "solução de créditos intercompany"; a previsão de criação e alienação de UPI sem a descrição dos ativos a serem destinados para tal finalidade, e limitado período de fiscalização de cumprimento do plano, fixado em primeiro grau em apenas um ano".

De acordo com o desembargador, "as movimentações societárias ocorridas no Grupo OAS, atual Grupo Metha, anteriores à distribuição da recuperação judicial do Grupo Coesa, teriam servido para permitir que apenas parte do grupo pleiteasse a segunda recuperação".

publicidade

O tribunal ainda disse que a investigação instaurada para apurar os ativos da empreiteira foi iniciada após o deferimento da recuperação judicial e que a primeira instância acabou com o inquérito cedo demais.

Segundo o presidente da Seção de Direito Privado do TJ-SP, o desembargador Beretta Da Silveira, o juízo de primeiro grau, "apesar do quanto relatado, não enfrentou, na decisão homologatória do plano, quaisquer dos atos investigados, ao contrário, como afirmado pelas recorrentes, extinguiu o incidente de investigação".

Ele diz que a investigação foi encerrada seis meses após a homologação do plano de recuperação judicial "sob a conclusão de que o incidente teria atingido seu intuito, ao esclarecer a origem do Grupo Coesa e as transações realizadas pelas companhias". Além disso, afirmou que, como a investigação ainda estava no início quando a Justiça deferiu o pedido de recuperação judicial, não era possível ainda confirmar os indícios de fraude.

publicidade

Por isso, foi possível que a segunda instância, o TJ-SP, reformasse a decisão do primeiro grau e ainda convertesse a recuperação judicial da empresa em falência. "Apesar da soberania da assembleia de credores, afirmada pelos D. Julgadores como uma das razões para se permitir o processamento da recuperação judicial do Grupo Coesa, não é possível que se afaste o poder/dever do Poder Judiciário de exercer o controle de legalidade não só do plano, mas do próprio pedido recuperatório e do processo como um todo", disse Silveira.

O TJ-SP ainda disse que não foram apuradas uma série de denúncias feitas pelos credores, como o fato da Coesa ter assumido uma dívida de R$ 7,2 milhões do Grupo OAS, hoje Metha. "Trata-se de movimento que, além de tornar inquestionável a integração das empresas dos Grupos Coesa e Metha, demonstra o direcionamento, para o Grupo Coesa, de dívida do Grupo Metha", disse Silveira. Ele ainda relembrou que a Procuradoria Geral da Justiça tinha feito essa ressalva em um parecer.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline