Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Planejamento pretende fechar Orçamento ainda nesta semana, diz secretário-executivo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, disse nesta quarta-feira, 9, que a pasta está trabalhando initerruptamente para fechar o Orçamento deste ano até o fim desta semana. "Esta semana pretendemos fechar, trabalhando 24 horas por sete dias da semana, para fechar o orçamento até o fim desta semana", afirmou o secretário durante participação em fórum do Bradesco BBI.

Ele lembrou que o governo tem até a terça-feira, dia 15, dentro do prazo legal para sancionar o Orçamento, que foi aprovado pelo Congresso no dia 20 de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo Guimarães, o ministério enfrenta o desafio atípico de fechar o orçamento deste ano ao mesmo tempo em que prepara o projeto da lei de diretrizes orçamentárias de 2026. Em paralelo, adiantou, provavelmente a execução orçamentária precisará receber "ajustes" no próximo relatório bimestral de receitas e de despesas.

Em sua fala, o secretário-executivo do Planejamento ressaltou os desafios estruturais do ajuste fiscal, uma vez que o orçamento é engessado por gastos mínimos, vinculações e indexações de despesas. "O nosso problema fiscal, ele é, na verdade, um problema orçamentário. Enquanto não enfrentar o problema orçamentário, a forma como o orçamento é construído, ano a ano, a gente não consegue resolver de forma estrutural", afirmou.

Conforme Guimarães, o teto dos gastos, regra fiscal anterior, ajudou a melhorar expectativas ao travar o gasto público em termos reais, mas foi uma solução apenas temporária diante da indexação do orçamento e seus pisos constitucionais. "Estruturalmente, você não consegue manter isso por muito tempo", disse o secretário ao falar sobre a execução da regra antiga.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O arcabouço, regra atual, trouxe um avanço, permitindo aumento das despesas acima da inflação, avaliou. Mesmo assim, segue o desafio imposto pelas regras orçamentárias. "Se não resolver o problema orçamentário, não vamos fechar essa equação", comentou Guimarães sobre a dificuldade de cumprir com os limites do arcabouço.

Ele pontuou que, de um orçamento de R$ 5 trilhões, 92% das despesas são obrigatórias, deixando um porcentual pequeno, de 8%, aos gastos discricionários, nos quais o governo tem flexibilidade de cortes. Contudo, as despesas obrigatórias para educação e saúde, como têm piso, acabam consumindo parte das discricionárias, lembrou. Nesse sentido, o secretário disse que o que resta ao governo é melhorar a realização das despesas discricionárias.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline