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Petróleo fecha sem direção única, em sessão volátil diante de dúvidas sobre Ormuz

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O petróleo fechou sem direção única nesta quinta-feira, 3, após sessão volátil, em meio aos relatos de que a Síria poderia se apresentar como rota alternativa ao Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que surgem informações de divergências entre Irã e Omã sobre a navegação na região, enquanto as trocas de ataques no Golfo Pérsico continuam.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em alta de 0,32% (US$ 0,29), a US$ 91,30 por barril.

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O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 0,12% (US$ 0,11), a US$ 95,52 por barril.

Uma notícia do The Washington Post aponta que a Síria, sob o comando de seu novo presidente, Ahmed al-Sharaa, está se apresentando como um corredor terrestre relativamente estável para o transporte de energia e mercadorias, além de uma alternativa ao Estreito de Ormuz. Aliado de al-Sharaa, o presidente americano, Donald Trump, classificou o relato como uma "ótima notícia". Trump também disse que os Estados Unidos têm "quantidades virtualmente ilimitadas de munição" muito além do que seria necessário para a operação militar no Irã "ou para qualquer outra guerra".

Em paralelo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse nesta quinta que o governo norte-americano não irá dialogar com o Irã até que o país pare de atacar embarcações no Estreito de Ormuz. O Irã voltou a atacar bases americanas em países vizinhos, com bombardeios de mísseis e drones em instalações dos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait nesta quinta-feira.

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Para o Goldman Sachs, os mercados de transporte agora precificam um status quo de 'sem acordo no Oriente Médio' por mais tempo". "No entanto, a crescente adaptabilidade do mercado ao conflito, incluindo um aumento da frota fantasma e a sensibilidade de preço das importações de petróleo da China, provavelmente continuará a moderar a alta dos preços do petróleo", afirmam.

O ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, afirmou hoje que uma parcela significativa dos danos causados às instalações de energia do país já foi reparada e a recuperação da capacidade de produção do país segue em ritmo acelerado.

Segundo o The New York Post, Omã recusou o pedido do Irã para, em conjunto, cobrar taxas de serviço de navios comerciais no Estreito de Ormuz, em meio a ameaças de Washington contra os dois países. O relato contradiz uma declaração feita na semana passada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês).

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