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Petróleo fecha em alta com navegabilidade em Ormuz indefinida e ajuda da Otan em xeque

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O petróleo fechou em alta de 3% nesta terça-feira, 17, à medida que crescem dúvidas acerca da navegabilidade no Estreito de Ormuz com a continuidade do conflito no Oriente Médio, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca montar uma coalização internacional para escoltar navios petroleiros no trecho.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 3,32% (US$ 3,07), a US$ 95,53 o barril.

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Já o Brent para maio subiu 3,20% (US$ 3,21), a US$ 103,42 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo chegou a perder fôlego no final da manhã e operar próximo da estabilidade em meio às declarações do diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, de que o conflito entre os EUA e o Irã vai "acabar em breve". O discurso foi reforçado posteriormente pelo próprio Trump, ao afirmar que a incursão americana no Irã será de "curta duração".

O líder norte-americano ainda criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), após países-membros se recusarem a ajudar os americanos no conflito com o Irã. Segundo o presidente, os preços do petróleo cairão "drasticamente" com o fim da guerra e o Estreito de Ormuz será reaberto. Dados da MarineTraffic mostram que apenas 15 navios atravessaram o estreito nos últimos dias.

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Para analistas do Swissquote, a recusa dos europeus reflete as ameaças recentes de Trump em torno da Groenlândia, além da imposição de tarifas comerciais contra eles. "Trump impôs tarifas comerciais massivas a parceiros no mundo todo - abalando as economias a tal ponto que enviar navios de guerra para o Estreito de Ormuz ao lado dos EUA se tornou uma decisão política monstruosamente complicada", afirmam.

No radar, os preços dos combustíveis no Reino Unido atingiram o nível mais alto em mais de 18 meses, após uma segunda semana de forte alta dos custos em resposta ao conflito no Oriente Médio, informou a Bloomberg.

Já o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou à Bloomberg que a Grécia está se posicionando como um importante hub de gás natural para a Europa Central e do Sudeste, após a eliminação da importação de hidrocarbonetos oriundos da Rússia pela União Europeia.

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