Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Para IBGE, estiagem e temperaturas elevadas tiveram influência no IPCA de setembro e outubro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os aumentos de preços que resultaram nas principais pressões sobre a inflação do País tanto em setembro quanto em outubro foram impulsionados pela estiagem. A avaliação é de André Almeida, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saiu de uma alta de 0,44% em setembro para uma elevação de 0,56% em outubro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"De maneira geral, podemos dizer que a estiagem, as temperaturas mais altas, as secas tiveram influência no IPCA de setembro e outubro sim", afirmou Almeida.

O ranking de pressões sobre o IPCA de outubro foi liderado pelos aumentos de 4,74% na energia elétrica, um impacto de 0,20 ponto porcentual, e de 1,06% em alimentação e bebidas, uma contribuição de 0,23 ponto porcentual.

"Os principais itens que impactaram o mês de outubro foram a energia elétrica e os alimentos, em especial as carnes", disse Almeida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As carnes tiveram uma alta média de 5,81% outubro, após já terem aumentado 2,97% em setembro. O resultado foi uma elevação acumulada de 8,95% nos preços nos últimos dois meses.

Em outubro, as carnes contribuíram com 0,14 ponto porcentual para o IPCA do mês, somados todos os tipos de cortes. Houve reajustes no acém (9,09%), costela (7,40%), contrafilé (6,07%) e alcatra (5,79%). Segundo Almeida, esse período do ano já é considerado de entressafra, mas a situação foi agravada pela estiagem.

"Essa alta (de preços) está relacionada a questões climáticas. A gente teve um período de seca bem mais intenso, o que reduz a oferta de animais, prejudica a produção. Além disso, a menor oferta é influenciada por menor disponibilidade de número de animais para abates e também por exportações que estão maiores que no ano passado. Então a oferta de carnes no mercado interno está menor", enumerou Almeida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto ao impacto das queimadas, o pesquisador reforça que os incêndios são consequência de períodos de secas. Sobre a valorização do dólar ante o real, ele menciona uma possível influência no aumento das exportações.

"O câmbio pode ser um dos fatores que contribui para a decisão dos produtores em disponibilizar esse produto no mercado externo", disse Almeida. "O câmbio pode influenciar tanto a parte de alimentos quanto produtos com componentes importados", completou.

A pressão exercida pela energia elétrica no IPCA também foi influenciada pela estiagem. A conta de luz registrou uma alta de 4,74% em outubro, devido ao acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Em novembro, teremos acionamento da bandeira amarela. Claro que temos outros componentes que fazem parte da energia elétrica, mas, quando a gente olha o componente da bandeira tarifária, é um fator de alívio", lembrou Almeida, sobre uma possível descompressão da conta de luz em novembro.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline