Economia

Para Guedes, alta nos juros deve levar a inflação a ceder nos próximos meses

Da Redação ·

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira, 7, que o aumento de juros promovido pelo Banco Central (BC) deve levar a inflação a ceder nos próximos meses. A declaração foi feita durante um evento online do Bradesco BBI.

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"Os Bancos Centrais do mundo inteiro dormiram ao volante, o nosso acordou primeiro. O Brasil é a única grande economia que conseguiu zerar o déficit. A política monetária já está em posição para combater a inflação, que deve começar a ceder", disse o ministro.

Guedes ainda afirmou que a melhora do ambiente econômico no Brasil levou dois bancos a revisarem as expectativas para o crescimento da economia em 2022. "Hoje mesmo dois bancos revisaram a expectativa do PIB para cima", comentou.

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Segurança energética e alimentar da Europa

O ministro da Economia destacou que a segurança energética e alimentar da Europa depende do Brasil. Segundo ele, as maiores petroleiras e empresas de energia virão cada vez mais para o país.

Guedes ainda declarou que os países europeus decidiram reduzir a dependência de gás natural da Rússia e migrar os investimentos para outros países. Nesse contexto, afirmou não desejar que as estatais do país atrapalhem o investimento privado. "Não queremos que a Petrobras vire a PDVSA", disse.

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O ministro também afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, está disposto a avançar com as privatizações. "Quem sabe não levamos a Petrobras para o novo mercado ali na frente. Não precisamos de empresa estatal para produzir commodities. A Petrobras é como se existisse uma Sojabras. Ia faltar soja no Brasil", declarou.

Pré-sal e energia nuclear

Guedes afirmou ainda que o Brasil precisa acelerar a explorar de petróleo em regiões do pré-sal, ativar fontes alternativas de energia e reativar a geração nuclear. "A Alemanha vai reativar a energia nuclear, porque é energia limpa e importante. Nós temos de acelerar o pré-sal, ativar fontes alternativas e reativar a energia nuclear", disse.