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    Otimismo externo limita forte realização do Ibovespa

    Escrito por Da Redação
    Publicado em 29.04.2021, 11:40:00 Editado em 29.04.2021, 11:46:56
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    O penúltimo dia da semana e do mês na B3 começou com nova valorização, mas durou pouco. A despeito da valorização nas bolsas em Nova York, o Ibovespa passou a testar queda, renovando mínimas pouco antes das 11 horas. O movimento coincide com a mudança de sinal das ações ON da Petrobras para o campo negativo (-0,25%) e queda de 0,17% de PN. Além disso, Vale ON reduzia o ganho para 0,23% e CSN ON migrava para baixo, cedendo 0,91% às 10h48. O que chama a atenção ainda é o declínio em torno de 1% do setor financeiro, que ontem tiveram altas fortes em reação ao balanço do Santander no primeiro trimestre.

    Às 11 horas, o Ibovespa cedia 0,31%, aos 120.683 pontos, após mínima aos 120.653,02 pontos. Na máxima do dia, marcou 121.497,86 pontos. Segundo Luiz Roberto Monteiro, da Renascença, o movimento na B3 reflete uma realização após os ganhos da véspera, quando, segundo ele, houve antecipação de alguns balanços nos EUA e dos dados americanos divulgados hoje.

    Apesar da queda do Ibovespa, Sandra Peres, analista da Trademap, pondera que o ambiente ainda é positivo para a Bolsa brasileira. Hoje, por exemplo, a Caixa Seguridade ON estreou na B3 em alta de 6,10%, a R$ 10,26. Também em dia de estreia, Boa Safra Sementes ON iniciou com valorização de 50,51%, A R$ 14,90

    "Não só nos EUA, mas na Europa também vemos sinais de retomada, com resultados de empresas vindo muito bons. Da mesma forma, percebemos no Brasil, com destaque para o setor de siderurgia", avalia Sandra.

    Além de reagir a balanços positivos, as bolsas dos EUA reagem a novos indicadores confirmando recuperação econômica, como os pedidos de auxílio de desemprego semanais e a primeira leitura do PIB dos EUA do período de janeiro a março. O PIB anualizado subiu 6,4%, ficando pouco abaixo da projeção de 6,5%. "O PIB veio forte", completa Sandra.

    Os investidores, sobretudo nos EUA, ainda reagem à decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter sua política no patamar atual. Além disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que ainda não é hora de começar a falar sobre a retirada dos agressivos estímulos que o BC dos EUA adotou desde 2020, em reação à pandemia de covid-19.

    "Powell entregou ontem o que o mercado queria ouvir: a economia está melhorando, mas ainda é muito cedo para se pensar na retirada dos estímulos. E principalmente, disse que o aumento da inflação nos próximos meses será transitório", escreveu o CEO da Ohmresearch, Roberto Attuch Jr.

    Também reforça o bom humor o anúncio do presidente americano, Joe Biden, de plano de US$ 1,8 trilhão voltado para as famílias do país, feito ontem à noite, após ter garantido a aprovação de um pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão no mês passado.

    Os mercados de ativos de risco seguem em alta por conta da continuidade dos estímulos monetários nos EUA e pela melhora da confiança dos investidores na economia europeia, avalia nota da MCM Consultores.

    No Brasil, a lista de balanços do primeiro trimestre informados entre ontem e hoje inclui CSN (saiu de prejuízo para lucro R$ 5,697 bi), Gol (prejuízo a R$ 891 mi), Embraer (reduziu perdas a R$ 489,8 mi). Às 11 horas, CSN cedia 1,5%, após ganhos da véspera; Gol subia 1,91%; e Embraer caía 1,46%.

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