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Otimismo externo com ajuda dos EUA permite alta, mas fiscal fica no radar

Escrito por Da Redação
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O Ibovespa tenta recuperação nesta segunda-feira, após cair 1,30%, aos 102.775,55 pontos, na sexta. Hoje, o índice é amparado em dados da China, reforçando retomada, e ainda após o governo dos EUA estender, por decreto, medidas de estímulo à economia. No entanto, essa expectativa é limitada por temores relacionados a questões fiscais domésticas e ainda a preocupações com uma nova guerra comercial sino-americana. A alta das bolsas europeias e dos índices futuros em Nova York é moderada. Já o Ibovespa futuro operava instável.

A aprovação das ações pelo presidente americano, Donald Trump, como o aumento de US$ 400 para seguro desemprego norte-americano gerou críticas entre democratas e alguns republicanos, que até questionaram a legalidade do plano. "É claro que a medida dos EUA para estimular o consumo ajuda, mas deve ter impacto no curto prazo. Talvez o mercado não tenha ficado tão animado porque o que mais quer é mesmo ver é a aprovação do pacote fiscal de US$ 1,2 trilhão", avalia Thomás Gibertoni, especialista de investimentos Portofino.

Novos focos de tensões entre EUA e China alimentam certa cautela entre os agentes, observa em nota o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada. O temor ainda tem como pano de fundo os decretos executivos norte-americanos que pretendem banir os aplicativos chineses TikTok e WeChat nos EUA a partir de meados de setembro. Hoje, a China anunciou sanções não especificadas contra 11 políticos e chefes de organizações não governamentais (ONGs) que promovem causas democráticas.

No Brasil, destaca Campos Neto, o exterior deve fornecer um suporte à Bovespa, mas o câmbio segue influenciado pela reação global do dólar e as incertezas fiscais locais. Um dos pontos por aqui é a discussão sobre a extensão do auxílio emergencial, que vale só até este mês e, ainda qual o valor, caso seja mantido. Atualmente, é de R$ 600. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz não haver condições para a manutenção do benefício e é contrário a qualquer ação visando a alterar o teto de gastos. Além disso, os investidores acompanham as discussões sobre o orçamento de 2021 e a possibilidade de derrubada de vetos presidenciais pelo Congresso.

Na sexta-feira, recorda Gibertoni, começaram boatos a respeito da intenção do governo de promover gastos em infraestrutura e em obras sociais, o que vai na contramão do que defende o ministro da Economia, Paulo Guedes, cita. "Tem essa batalha interna que atrapalha o investidor. Isso preocupa, essa possibilidade de aumento de gastos. A curva de juros, na sexta, abriram dez pontos e hoje sobem, apesar da menor intensidade e mesmo diante da possibilidade de um novo corte na Selic. O Copom deixou uma frestinha. Vamos ver a ata amanhã", afirma o especialista da Portofino.

Às 10h51, o Ibovespa subia 0,65%, aos 103.424,74 pontos.

Dados de inflação na China, mostrando recuperação da economia, e a elevação do minério de ferro naquele mercado, ajudam a impulsionar as ações ligadas a commodities metálicas na B3. Vale ON subia 2,03% e CSN ON disparava 7,39%, após recomendação do JP Morgan. Além disso, a valorização do petróleo estimula os papéis da Petrobras (entre 0,35%, PN, e 0,69%, ON).

Em tempo: fica no radar a confirmação da Telefônica Brasil, TIM e Claro dando exclusividade ao acordo com a Oi para negociar a aquisição da Oi Móvel. Tim subia 0,97% e Vivo, 0,24%

Em tempo 2: Braskem anunciou que sua controladora Odebrecht deu início aos atos para estruturar sua saída da companhia. As ações da Braskem subiam 5,90%.

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