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Opep corta previsão de alta na demanda global por petróleo a 2,5 milhões de bpd

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou para baixo sua projeção de aumento na demanda global por petróleo em 2022, de 2,6 milhões de barris por dia (bpd) para 2,5 milhões de bpd, segundo relatório mensal publicado nesta segunda-fe

Gabriel Caldeira e Francine De Lorenzo (via Agência Estado)

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Escrito por Gabriel Caldeira e Francine De Lorenzo (via Agência Estado)
Publicado em 14.11.2022, 10:34:00 Editado em 14.11.2022, 10:38:03
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A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou para baixo sua projeção de aumento na demanda global por petróleo em 2022, de 2,6 milhões de barris por dia (bpd) para 2,5 milhões de bpd, segundo relatório mensal publicado nesta segunda-feira, 14.

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A Opep estima que a demanda de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) responderá por 1,3 milhão de bpd do total previsto. Já a projeção de crescimento da demanda de nações de fora do grupo também é de 1,3 milhão de bpd.

Para 2023, a Opep também cortou sua projeção de alta no consumo global, de 2,3 milhões de bpd para 2,2 milhões de bpd.

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Oferta fora do grupo

A Opep manteve sua previsão para o aumento da oferta de petróleo de produtores fora do grupo em 2022, em 1,9 milhão de barris por dia, segundo o relatório mensal.

Os países que devem mais contribuir para o aumento da oferta este ano são Estados Unidos, Noruega, Canadá, Brasil, Casaquistão e Guiana, diz a organização. Na outra ponta, a produção deve cair na Rússia e no México.

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Para 2023, a Opep também manteve sua projeção de aumento da oferta fora do grupo, de 1,5 milhão de bpd.

Produção de líquidos do Brasil

O Opep prevê que o Brasil eleve sua produção de líquidos, que inclui biocombustíveis, em 0,1 milhão de barris por dia (mb/d), apara 3,7 mb/d, segundo relatório mensal. Para 2023, a previsão também é de crescimento, de 0,2 mb/d, para 3,9 mb/d.

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Segundo a Opep, no ano que vem, "grande parte do crescimento da produção será a partir da fronteira do pré-sal".

Produção do grupo entre setembro e outubro

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A produção dos 13 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) recuou 210 mil barris por dia (bpd) entre setembro e outubro, a 29,49 milhões de bpd, de acordo com fontes secundárias. A informação consta no relatório mensal da entidade.

A Opep relata que a produção cresceu especialmente na Nigéria e no Iraque, mas recuou na Arábia Saudita e Angola.

Além da queda na produção do cartel, a entidade expressou preocupação quanto a "incertezas consideráveis" sobre o potencial de produção de xisto nos EUA, além da situação geopolítica no Leste Europeu, que pode acarretar em sanções da União Europeia (UE) sobre o petróleo da Rússia.

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No relatório mensal, a Opep destaca também o aumento de 158 milhões de barris nos estoques globais de petróleo desde o começo do ano. "Isto sublinha a aparente mudança de um equilíbrio de déficit para um superávit em termos de oferta de petróleo", pondera o cartel.

Projeções de atividade global

A Opep manteve inalterada suas previsões para o crescimento econômico mundial em 2022 e 2023, em 2,7% e 2,5%, respectivamente. No relatório mensal, a entidade afirma que também manteve sua projeção de crescimento para os EUA, em 1,5% em 2022 e 0,8% em 2023, e para a zona do euro

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crescimento - 3,0% em 2022 e 0,3% em 2023.

O mesmo ocorre para a China, cuja previsão de expansão é de 3,1% em 2022 e 4,8% em 2023.

Para o Brasil a previsão de expansão econômica ficou inalterada em 1,5% para 2022 e 1% para 2023.

A Opep ainda prevê contração do PIB da Rússia em 2022 de 5,7%, seguida por um crescimento de 0,2% em 2023, inalterada em relação à avaliação do mês passado.

Para a Opep, "o crescimento global entrou claramente em um período de incerteza significativa e desafios crescentes. Isso inclui altos níveis de inflação e as consequências de aperto monetário por parte dos principais bancos centrais, altos níveis de dívida soberana em muitas regiões e problemas nas cadeias de suprimentos".

A Opep ainda destaca questões geopolíticas e relacionadas à covid-19 como fontes de incerteza.

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