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Observa-se certa moderação no crescimento da atividade doméstica, diz Copom na ata

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central repetiu, na ata da sua reunião de junho, que já é possível observar "certa moderação" no ritmo de crescimento da atividade doméstica. Embora ainda haja sinais divergentes sobre a desaceleração, setores mais cíclicos da arrefeceram no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, destacou o colegiado.

"Dadas as defasagens inerentes aos mecanismos de transmissão da política monetária, espera-se que tais efeitos se aprofundem nos próximos trimestres", diz o oitavo parágrafo da ata, publicada nesta terça-feira. "O comitê reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta."

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O comitê destacou que, no PIB do primeiro trimestre, setores menos sensíveis ao ciclo da economia - como a agropecuária - tiveram crescimento forte, em linha com o esperado. Em compensação, os outros segmentos deram sinais de moderação, apesar de ainda haver um "certo dinamismo" em diversos segmentos específicos.

A resiliência do consumo das famílias pode ser atribuída ao dinamismo do mercado de trabalho, que mantém um ritmo elevado para o crescimento da renda, e ao mercado de crédito, que está em processo de inflexão, mas segue dinâmico.

"Para os dados mais recentes de atividade econômica, o processo de moderação de crescimento segue ocorrendo, embora de forma bastante gradual. Os indicadores mais recentes de comércio, serviços e indústria sugerem um crescimento mais moderado, e os indicadores de confiança se mantêm em níveis mais baixos, apesar de alguma reversão recente", diz o BC.

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Mercado de trabalho

O Comitê de Política Monetária do Banco Central afirmou também na ata que a inflexão do mercado de trabalho é um dos mecanismos de transmissão da alta dos juros para a economia. O colegiado destacou que o setor continua forte, mas deve arrefecer ao longo do tempo, refletindo a taxa Selic em nível restritivo.

"A inflexão no mercado de trabalho também é parte dos mecanismos de transmissão da política monetária e deve ficar mais evidente e forte ao longo do tempo, de modo compatível com um cenário de política monetária restritiva", diz o nono parágrafo da ata.

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O Copom destacou que o mercado de trabalho tem amparado o consumo e a renda no País, com ganhos reais de salários acima da produtividade, geração de empregos formais e redução "expressiva" da taxa de desemprego. Os dados mais recentes continuam indicando que o setor está dinâmico. Apesar de alguma desaceleração, os rendimentos continuam em nível elevado, observa o BC.

Condições financeiras globais

O Copom avaliou também que as condições financeiras globais que vão prevalecer em cenário adverso são "particularmente importantes" para suas próximas decisões. O documento ressaltou no parágrafo sete que o ambiente externo se caracteriza por incertezas econômicas e geopolíticas amplificadas.

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Mais uma vez, o colegiado notou um padrão de correlações de ativos, incluindo moedas, diferente do usual quando da ocorrência de choques de aversão a risco. "O Comitê reforçou que o compromisso dos bancos centrais com o atingimento das metas é um ingrediente fundamental no processo desinflacionário, corroborado pelas recentes indicações de ciclos cautelosos de distensão monetária em vários países e a ênfase na ancoragem das expectativas", pontuou.

Novamente, o colegiado garantiu que vai focar nos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica de inflação interna e seu impacto sobre o cenário prospectivo. "Reforçou-se, ademais, que um cenário de maior incerteza global e de movimentos cambiais mais abruptos exige maior cautela na condução da política monetária doméstica."

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