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NY, minério e ruídos políticos limitam alta do Ibovespa por avanço do petróleo

A fraqueza das bolsas norte-americanas e o recuo de 2,53% do minério de ferro em Dalian, na China, limitam o Ibovespa de avançar consideravelmente nesta quarta-feira, 13, na esteira do petróleo. Ao mesmo tempo, os movimentos comedidos do dólar e dos juros

Maria Regina Silva (via Agência Estado)

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Escrito por Maria Regina Silva (via Agência Estado)
Publicado em 13.03.2024, 11:22:00 Editado em 13.03.2024, 11:26:41
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A fraqueza das bolsas norte-americanas e o recuo de 2,53% do minério de ferro em Dalian, na China, limitam o Ibovespa de avançar consideravelmente nesta quarta-feira, 13, na esteira do petróleo. Ao mesmo tempo, os movimentos comedidos do dólar e dos juros futuros internamente reforçam este quadro.

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A agenda esvaziada aqui e no exterior nesta quarta-feira, além do vencimento de opções sobre o Índice Bovespa, são chamarizes à volatilidade.

Além disso, as renovadas preocupações de riscos de ingerência política na Petrobras e na Vale também reduzem o espaço para uma elevação firme do principal indicador da B3.

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O petróleo avança acima de 2,00% na manhã desta quarta, diante de relatos sobre ataques de drones da Ucrânia a refinarias da Rússia, o que eleva preocupações com a oferta da commodity.

Na terça, as ações da Petrobras avançaram cerca de 3,00%, depois de perderem em torno de dois dígitos recentemente, refletindo a decisão da empresa de não pagar dividendos extras aos acionistas. Na ocasião, o Índice Bovespa encerrou com alta de 1,22%, aos 127.667,84 pontos.

Às 10h52, o Ibovespa tinha alta de 0,45%, na máxima aos 128.241,22 pontos, ante recuo de 0,18%, na mínima aos 127.438,99 pontos, e abertura aos 127.667,84 pontos, com variação zero. Vale caia 0,51% e Petrobras tinha alta de 0,29% (PN) e de 0,38% (ON).

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Na noite de ontem, a Vale divulgou comunicado sobre a renúncia do conselheiro José Luciano Duarte Penido. A mineradora afirmou no documento que a atuação do conselho "está rigorosamente em conformidade com o estatuto social" no processo de definição do presidente da companhia.

Em carta de renúncia de Penido, a qual oBroadcast(sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) teve acesso, o ex-conselheiro afirma que o processo sucessório do comando da Vale "vem sendo conduzido de forma manipulada, não atende ao melhor interesse da empresa, e sofre evidente e nefasta influência política".

Em relação à Petrobras, a indicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do secretário executivo adjunto da Pasta, Rafael Dubeux, para ocupar um assento no Conselho Administrativo da Petrobras, é vista nos bastidores como um fortalecimento às posições do presidente da companhia, Jean Paul Prates.

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Os investidores ficarão no aguardo, principalmente, de novidades sobre a decisão da Petrobras de não pagar dividendos extraordinários. "Ainda assim, os sinais de interferência estatal seguem pesando", descreve em nota Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria.

A Guide Investimentos reforça em relatório que a Petrobras segue nos holofotes após negar ter indicado o pagamento de dividendos extras, apesar da recuperação parcial das ações ontem, após a indicação de um novo conselheiro pelo Ministério da Fazenda, "que acabou bem recebida pelo mercado."

O economista da Tendência ainda acrescenta que a Vale também continua no foco, afetada pela queda contínua do minério de ferro e também pela percepção de tentativa de ingerência política.

No exterior, os sinais são divergentes. A maioria dos índices de ações norte-americanos cai, após as bolsas terem avançando ontem, depois da divulgação do CPI de fevereiro, que mede os preços ao consumidor dos EUA. A Europa, o sinal é de alta.

Segundo o sócio da Tendências, embora a inflação siga demonstrando sinais de resiliência nos EUA, conforme indicado pelos dados de ontem, os agentes sustentam a leitura de que até junho o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) irá acumular a confiança necessária para iniciar o ciclo de corte dos juros.

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