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NY, commodities e temor com ruído político pesam no Ibovespa

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A queda das bolsas europeias e indicação de baixa das norte-americanas somada ao recuo das commodities deve pesar no Ibovespa. A queda do Índice Bovespa ainda reflete os ruídos políticos envolvendo a Petrobras e a meta fiscal. A reunião que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, terá com o presidente da estatal petrolífera, Jean Paul Prates, fica no radar.

As ações da Petrobras tentam subir, depois de cederem mais cedo entre cerca de 2,00% (PN) e 1,80% (ON). Na sexta-feira, os papéis da petroleira desabaram mais de 10%, após a estatal reportar queda do lucro, em meio ao não pagamento de dividendos extraordinários pela companhia e ruídos vindos da capital federal.

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"O que grande holofote hoje, ou melhor da semana passada são os sinais de interferência política agora envolvendo a Petrobras. Sabemos que o histórico em relação a isso é grande na empresa, mas sempre incomoda o investidor quando surge algo novo", descreve Raony Rossetti, CEO da Melver.

Ainda que desfavorável sob a ótica dos investidores o anúncio da estatal de que não pagará dividendo extraordinário, o analista da Melver cita que pega muito mal relatos de que o presidente Lula teria atuado sobre o assunto. "Fazendo um paralelo com a Vale, após o governo tentar emplacar o ex-ministro Guido Mantega para dirigir a empresa há alguns meses, é um tema que eleva o grau de incerteza. Até que ponto essas duas empresas gigantes têm autonomia para crescer, para tomar suas próprias decisões sem influências políticas?", questiona.

No final da noite de sexta-feira, a Vale confirmou que seu presidente, Eduardo Bartolomeo, teve o contrato renovado até dezembro de 2025 e que se mantém no cargo de CEO até o fim de 2024, ajudando a escolher seu sucessor, que assumirá em janeiro do ano que vem. A informação foi antecipada peloBroadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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A despeito da manutenção de Bartolomeo , as ações da Vale caem em torno de 3,00%. A desvalorização reflete o minério de ferro, que despencou 5,41% em Dalian, na China, cotado a US$ 115,63 por tonelada. O recuo ocorre apesar de novos sinais da China em estimular o setor imobiliário do país.

Ainda, as declarações do presidente Lula sobre a possibilidade de ampliar os gastos com obras públicas diante das surpresas positivas com a arrecadação federal seguem gerando preocupações, além dos receios de que o governo utilize a retenção dos dividendos da Petrobras para investimentos, em meio à baixa popularidade.

"Incerteza com o futuro da Petrobras segue em alta, com maior risco de intervenção do governo em seus assuntos internos", cita em nota a MCM Consultores.

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Conforme acrescenta o sócio da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto, o exterior defensivo e a derrocada do minério são fatores que devem pesar, juntamente com a continuidade do mal estar local diante das "crescentes movimentações intervencionistas" do governo.

A queda do principal indicador da B3 ocorre ainda em meio à agenda esvaziada, que ganhará força a partir de amanhã com o IPCA e o CPI, ambos de fevereiro, que poderão ajudar nas apostas para a política monetária do Brasil e dos Estados Unidos. As bolsas americanas cedem até 0,60% (Nasdaq)

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com queda de 0,99%, aos 127.070,79 pontos, encerrando a semana com desvalorização de 1,63%.

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A partir de hoje, o horário de negociação no pregão regular da B3 será reduzido em uma hora, com fechamento às 17 horas. A mudança decorre da volta do horário de verão nos EUA. O pós-mercado acontecerá das 17h30 às 18 horas.

Às 11h10, o Ibovespa cedia 0,52%, aos 126.410,71 pontos, ante mínima aos 126.065,16 pontos (-0,79%), depois de alcançar máxima aos 127.067,97 pontos, com variação máxima, mesmo nível da abertura.

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