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Na trilha financeira, é preciso traduzir ousada visão política em iniciativas, diz Haddad

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil vai aproveitar o legado da presidência da Índia no G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, para avançar em cinco áreas críticas na trilha financeira. Trata-se da parte dedicada a resolver problemas econômicos e financeiros e que conta com a participação dos ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais.

"A presidência brasileira do G20 proporá em breve prioridades articuladas para cada um dos grupos de trabalho e forças-tarefa da trilha financeira, visando traduzir esta agenda em políticas e resultados concretos, acordados entre todos os membros do G20", disse Haddad, ao discursar em reunião que aconteceu em Marrakesh, no Marrocos.

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As cinco áreas críticas são: coordenação eficaz entre políticas econômicas e financeiras a nível global para prevenir riscos; reforma das instituições financeiras internacionais para torná-las mais representativas e preparadas para cumprir a sua missão central; nova visão para uma tributação internacional justa, correção de desigualdades e fim a brechas legais que permitem a evasão fiscal; apoiar países de baixa e média renda para que resolvam dívidas; criar mecanismos apropriados de compartilhamento de riscos entre o capital público e privado para financiar transformações ecológicas equitativas.

O ministro brasileiro lembrou que além dos grupos de trabalho já em curso, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou duas novas forças-tarefa: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra as Mudanças Climáticas.

"Estas novas forças-tarefa reafirmam o compromisso do Brasil com as prioridades anunciadas em Nova Délhi e serão coorganizadas pela trilha financeira do G20", concluiu Haddad.

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