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Na FGV, economistas reforçam preocupação com inflação e dificuldade para Selic voltar a cair

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Economistas do mercado financeiro que participaram de seminário da Fundação Getúlio Vargas (FGV) na noite desta quarta-feira, em São Paulo, reforçaram as preocupações com a trajetória da inflação no País, que devem forçar o Banco Central a manter a política monetária em nível restritivo por bastante tempo.

"O basal da inflação no País está rodando no topo da banda da meta, ou acima", afirmou o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, que projeta um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de entre 5,5% e 5,6% neste ano e uma desaceleração a 4,7% no ano que vem. Para ele, porém, parte desse arrefecimento está atribuída a dissipação de alguns choques, como o preço das carnes.

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Dessa forma, o economista-chefe da XP citou que se sente um pouco "incomodado" com a discussão sobre política monetária sejam sobre a retomada dos cortes na taxa Selic. "Até pela ata, as discussões deveriam ser se ainda vai subir um pouco mais ou não", afirmou Megale.

Já a economista-chefe e sócia da Galapagos, Tatiana Pinheiro, destacou que está um pouco mais "otimista" com o cenário da inflação doméstica, sobretudo pela possível ajuda vinda da conjuntura internacional, que tende a ser desinflacionária, com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China.

Ela reforçou ainda que, com a Selic em 14,75%, o juro real do País está acima do 9%, nível que deve fazer bastante efeito sobre a atividade doméstica. "Minha projeção é de desaceleração econômica, com a política monetária fazendo efeito e um PIB um pouco abaixo dos 2%", disse Tatiana, que também antevê uma inflação acomodando ao longo do tempo. "Chega na meta? Não, não chega, mas saímos do sufoco ali, no final do segundo semestre", considerou.

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Também presente no seminário, o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani, destacou que, na política monetária hoje, importa mais o "recado" do BC de que o juro ficará parado em nível restritivo por um bom tempo do que um eventual novo aumento na Selic em junho ou não. "O nível final não importa muito. O jogo agora é ficar nesse nível por mais tempo", reforçou.

Para ele, com a Selic parada em 14,75%, "é impossível" que o País repita o crescimento de 3,4% do PIB de 2024 neste ano. "Essa taxa de juros vai fazer estrago, 9% de juro real não é pouca coisa", afirma Padovani, que trabalha com uma inflação de 5,3% neste ano e alta de 1,9% no PIB.

O problema então, segundo Padovani, é com 2026, ano para o qual ele espera um reaquecimento do PIB, na esteira de medidas do governo, que estará de olho nas eleições presidenciais. "E achamos que o BC vai cortar juros, porque eles os diretores do BC vão ter o discurso de que a inflação começou a convergir, que saiu de 5,3% no ano passado. Isso vai colocar lenha na fogueira e talvez tenha mais inflação em 2026, e não menos", prevê.

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Os debates foram feitos no âmbito do 3º Seminário MacroLab de Conjuntura. O simpósio contou na abertura com uma palestra do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David. Após sua fala, ele saiu do evento.

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