Economia

Na crise, Paulo Guedes foi claro, pediu foco em MPEs, diz presidente do BNDES

Vinicius Neder, Lorenna Rodrigues e Antonio Temóteo (via Agência Estado) ·
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, deu a atuação da instituição de fomento para mitigar a crise causada pela covid-19 como exemplo da mudança em seu papel estratégico ao longo do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). A estratégia foi apoiar as empresas de pequeno porte e, no longo prazo, manter os projetos em infraestrutura.

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Em discurso durante evento em comemoração aos 70 anos do banco, Montezano disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi claro ao pedir que o BNDES focado nas pequenas empresas. "Grandes empresas deveriam receber apoio apenas em situações específicas", afirmou Montezano.

A partir dessa demanda, contou o executivo, surgiu um "modelo típico de inovação aberta", que resultou no Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), uma das principais medidas do banco de fomento adotada em 2020, para mitigar a crise causada pela covid-19.

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O ponto de partida do Peac foi a capitalização do FGI, que o BNDES já operava. Além disso, as regras do FGI foram alteradas, flexibilizando a concessão de garantias para que as empresas de menor porte tomassem empréstimos com esses avais e incentivando a adesão de bancos comerciais.

Após o discurso de Montezano, ainda durante a cerimônia comemorativa, na sede do BNDES, no Rio, Guedes assinou a portaria que permitirá a reabertura do Peac. Em 2020, o Tesouro aportou R$ 20 bilhões no fundo de aval. Com isso, o Peac garantiu, até 31 de dezembro de 2020, 135.720 empréstimos, tomados por 114.355 empresas, somando um valor total de R$ 92,1 bilhões.

No discurso, Montezano disse que esses empréstimos permitiram um avanço de 15% no estoque de crédito para pequenas empresas, apenas em seis meses de 2020.