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Na contramão do exterior, dólar tem ligeira alta em dia de ajustes

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Após trocas de sinal e oscilações contidas ao longo do dia, o dólar encerrou o pregão desta quinta-feira, 6, em alta de 0,06%, a R$ 5,7597, na contramão do sinal predominante de queda da moeda americana no exterior. Operadores atribuíram a falta de fôlego do real a ajustes técnicos e à recomposição de posições defensivas no segmento futuro, após o dólar ter recuado 2,71% ontem.

No início da tarde, a divisa chegou a esboçar um movimento mais forte de alta, ultrapassando pontualmente o nível de R$ 5,78, em meio à informação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar ainda hoje medidas para conter a alta dos alimentos. Sob a coordenação do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros estão reunidos com representantes do setor de alimentos para tratar do tema.

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Analistas observam que há temores de que o governo adote ações heterodoxas para tentar segurar a inflação e estimular o consumo, em uma tentativa de recuperar a popularidade. Isso tenderia a se traduzir em aumento de prêmios de risco e, por tabela, limitar o espaço para apreciação do real, mesmo em um ambiente de fraqueza externa do dólar.

O head da tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, observa que ainda há muita incerteza em relação à extensão das políticas protecionistas americanas, dado o vaivém de anúncios e adiamentos promovido pelo presidente Donald Trump.

"Ainda é preciso esperar isso tudo se assentar. Mas a perspectiva atual é de que as tarifas vão provocar uma desaceleração da atividade nos Estados Unidos. O 'trade' deixou de ser ficar comprado em dólar. Agora a aposta é na valorização de outras moedas", afirma Weigt, ressaltando que algumas divisas emergentes, como o peso chileno, também se beneficiaram da expectativa de estímulos à economia chinesa.

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Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY voltou a recuar e operou abaixo da linha dos 104,000 nas mínimas da sessão. Com valorização de quase 4% em relação ao dólar na semana, o euro hoje teve ganhos modestos.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) cortou duas taxas de juros em 25 pontos-base. Nos últimos dias, analistas afirmam que a expectativa de mais gastos em defesa na Europa tende a resultar em pressões inflacionárias e limitar o espaço para mais afrouxamento monetário.

O diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, observa que a leitura dos investidores é que as medidas anunciadas por Trump, se efetivadas, podem levar os EUA a ter inflação mais alta e atividade mais fraca já neste primeiro semestre.

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"Por isso, o mercado passou a atribuir maior probabilidade de o Federal cortar a taxa de juros a fim de evitar recessão, o que acarreta desvalorização do dólar", afirma Oliveira. "O aumento da incerteza global recomenda cautela, principalmente com o crescente risco de recessão nos EUA associada ao aumento da inflação."

Depois de suspender tarifas sobre automóveis produzidos no México e no Canadá, Trump anunciou hoje adiamento até 2 de abril das tarifas de 25% sobre outros produtos canadenses e mexicanos que se enquadram no Acordo EUA-México-Canadá. O peso mexicano foi um dos destaques entre emergentes, com ganhos acima de 0,60% em relação ao dólar.

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