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Na China, Evergrande está sujeita a multa de mais de US$ 500 mi por fraudes em subsidiária

A China Evergrande poderá receber multa equivalente a mais de US$ 500 milhões, após reguladores descobrirem que sua subsidiária mais importante inflou vendas e lucros de maneira fraudulenta nos anos que antecederam o colapso da gigante imobiliária chinesa

Dow Jones Newswires (via Agência Estado)

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Escrito por Dow Jones Newswires (via Agência Estado)
Publicado em 19.03.2024, 10:47:00 Editado em 19.03.2024, 10:50:25
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A China Evergrande poderá receber multa equivalente a mais de US$ 500 milhões, após reguladores descobrirem que sua subsidiária mais importante inflou vendas e lucros de maneira fraudulenta nos anos que antecederam o colapso da gigante imobiliária chinesa. O regulador de valores imobiliários chinês (CSRC, pela sigla em inglês) também irá banir permanentemente dos mercados o fundador e ex-presidente da Evergrande, Hui Ka Yan, segundo comunicado divulgado pela Hengda Real Estate, o principal veículo operacional da empresa na China, na noite de segunda-feira.

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A CSRC descobriu que a Henda inflou substancialmente dados dos balanços de 2019 e de 2020 e que se apoiou nesses números para vender bônus. O regulador calcula que as vendas foram infladas em 564,1 bilhões de yuans no período de dois anos, soma equivalente a US$ 78,4 bilhões.

A suposta divulgação exagerada foi maior no segundo ano, representando 79% da receita operacional e 87% do lucro relatados, de acordo com a Hengda. A CSRC diz acreditar que a unidade cometeu fraudes financeiras ao reconhecer receitas de forma antecipada.

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Além de Hui, o regulador também banirá o ex-CEO da Evergrande Xia Haijun dos mercados de forma vitalícia. Ambos serão multados e outros executivos da Evergrande serão penalizados. A CSRC também apontou irregularidades em balanços da Evergrande, incluindo o mais recente.

No fim do ano passado, a GMT Research, empresa de investigação contábil com sede em Hong Kong, questionou o histórico de lucros da Evergrande, apontando mudanças na política da empresa para reconhecer receitas provenientes de vendas de apartamentos.

A Evergrande se defendeu, posteriormente, dizendo que a alegação da GMT carecia de substância e que seus balanços financeiros foram examinados por auditores externos. A empresa também atribuiu as mudanças de políticas contábeis à crise de liquidez e perdas de funcionários.

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Hui, também conhecido como Xu Jiayin, fundou a Evergrande em meados da década de 1990 e já foi um dos homens mais ricos do mundo. Em setembro do ano passado, Hui virou alvo de investigação por supostos crimes. Xia, o ex-CEO, foi afastado do cargo em julho de 2022.

Com passivos que superavam US$ 300 bilhões dólares, a Evergrande deu calote em sua dívida em 2021, ajudando a desencadear uma ampla crise imobiliária na segunda maior economia do mundo. Em janeiro, um tribunal de Hong Kong decretou a liquidação da Evergrande. Fonte:Dow Jones Newswires.

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