Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

MPSP denuncia fiscal, mãe 'laranja' e outros cinco por esquema de fraude no ICMS

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça sete suspeitos de envolvimento com o esquema de corrupção na liberação de créditos de ICMS-ST na Secretaria da Fazenda do Estado que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão.

Os denunciados são:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

- Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal apontado como "cabeça" do esquema;

- Kimio Mizukami da Silva, mãe de Artur, que teria sido usada como "laranja" de propinas;

- Marcelo de Almeida Gouveia, fiscal da Delegacia Regional Tributária de Osasco;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Fátima Regina Rizzardi, contadora;

- Maria Hermínia de Jesus Santa Clara, contadora;

- Celso Éder Gonzaga de Araújo, lobista suspeito de lavar dinheiro do esquema;

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- Tatiane da Conceição Lopes de Araújo, mulher de Celso.

A advogada Suzana Camargo, que representa Celso e Tatiane, informou que eles ainda não foram ouvidos pelo Ministério Público. Ambos negam envolvimento no esquema. O Estadão também pediu manifestação da defesa de Artur e busca contato com os demais.

A denúncia é um desdobramento da Operação Ícaro, que prendeu o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e o diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes - ambos, agora, em regime de prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica. Eles não foram denunciados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ministério Público atribui ao grupo os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, em troca propinas, os auditores ofereciam uma espécie de assessoria clandestina a empresas que buscavam a restituição do ICMS.

Essas empresas tinham tratamento privilegiado do início ao fim do processo, aponta o inquérito. Recebiam orientações detalhadas sobre a documentação necessária e auxílio para protocolar os pedidos na Secretaria da Fazenda. Em uma segunda etapa, os fiscais agiam para acelerar os requerimentos, passados na frente da fila, e para liberar os pedidos de restituição.

Artur está preso e foi exonerado do cargo, a pedido, na semana passada. O desligamento não afeta o processo administrativo disciplinar instaurado contra ele na Corregedoria da Fazenda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O papel de cada denunciado, segundo o MP

O auditor Artur Gomes da Silva Neto seria o "cérebro" do esquema. Ele teria usado uma empresa de fachada registrada em nome da mãe, Kimio Mizukami da Silva, uma professora aposentada de 73 anos, para receber as propinas.

O ponto de partida da investigação foi a evolução patrimonial da mãe do auditor. Em 2021, a professora declarou R$ 411 mil ao Imposto de Renda. O patrimônio saltou para R$ 46 milhões em 2022 e para R$ 2 bilhões em 2024, em decorrência dos "rendimentos" da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O empresário Celso Éder Gonzaga de Araújo é apontado pelo Ministério Público de São Paulo como um lobista do esquema. Os investigadores têm indícios de que ele também oferecia "consultoria" a empresas com débitos em tributos federais. O empresário foi preso em casa com R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo, além de dólares, euros, criptomoedas e dois pacotes de esmeraldas.

O fiscal Marcelo de Almeida Gouveia seria aliado de Artur e o ajudaria a resolver "pendências" do esquema, de acordo com o inquérito. E-mails obtidos na investigação mostram que Marcelo recebeu diversas demandas de restituição de filiais da Fast Shop e até um despacho já pronto para ser assinado.

Os procedimentos de ressarcimento de ICMS envolvem cálculos complexos e tendem a ser burocráticos e lentos. As contadoras Fátima Regina Rizzardi e Maria Hermínia de Jesus Santa Clara são descritas como "assistentes nos serviços criminosos". Elas ajudariam Artur na elaboração dos pedidos de ressarcimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O processo tramita na 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de São Paulo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline