Economia

Moedas: índice DXY do dólar avança, com Fed no radar e euro sob pressão

Gabriel Bueno da Costa (via Agência Estado) ·
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O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, avançou nesta quinta-feira, 14, apoiado pela expectativa de aperto na política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, o euro exibiu fraqueza, em dia de projeções atualizadas para a região da moeda comum, e entre as moedas emergentes o peso argentino seguiu sob pressão, com o dólar no mercado paralelo local renovando máxima histórica. O dólar, de qualquer modo, mostrou força em geral, nesta sessão.

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No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 138,88 ienes, o euro recuava a US$ 1,0026 e a libra tinha baixa a US$ 1,1823. O DXY subiu 0,54%, a 108,544 pontos, chegando a tocar máximas em 20 anos mais cedo, segundo a agência Dow Jones Newswires.

O euro chegou a operar abaixo da paridade em relação ao dólar, em parte do dia, com expectativa de aperto monetário mais agressivo nos Estados Unidos. Além disso, a Comissão Europeia elevou projeções para a inflação na zona do euro - espera agora alta de 7,6% neste ano e de 4% em 2023 - e cortou projeções para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) da região, com expectativa de ganhos de 2,6% e 1,4%, respectivamente, diante dos impactos da guerra na Ucrânia.

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A força do dólar levou o iene a renovar mínimas em 24 anos. A libra, por sua vez, tocou menor cotação desde março de 2020. Mais adiante no dia, o dólar ajustou um pouco dos ganhos, mas ainda em alta. Entre os dirigentes do Fed, o diretor Christopher Waller defendeu alta de 75 pontos-base nos juros na decisão deste mês, mas não descartou elevação de 100 pontos-base. James Bullard, presidente da distrital de St. Louis, por sua vez, também defendeu elevação de 75 pontos-base na próxima reunião, no fim de julho. Na agenda de indicadores, a inflação ao produtor superou a expectativa em junho, como havia ocorrido ontem com o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês).

O Citi mudou hoje sua previsão e passou a prever como mais provável uma alta de 100 pontos-base. Já nos mercados, o monitoramento do CME Group mostrava no fim desta tarde mudança e voltava a exibir como mais provável uma alta de 75 pontos-base (60,8%), seguido pela expectativa de elevação de 100 pontos-base (39,2%).

Na Argentina, a inflação ao consumidor acelerou e tocou 64,0% em junho, na comparação anual. O quadro econômico ruim é acompanhado de divergências no governo, que levaram à troca do comando do Ministério da Economia, agora sob a direção de Silvina Batakis, vista com ressalvas pelo mercado local. No horário citado, o dólar subia a 128,0227 pesos. No mercado paralelo, o chamado dólar blue renovou máxima histórica, negociado a 289 pesos, também após medidas do governo relativas ao dólar turismo, elevando impostos sobre negócios feitos com essa modalidade da divisa.