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Moedas globais: dólar recua após payroll misto; euro tem perda modesta em dia de PIB fraco

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O dólar perdeu força em geral, após o relatório misto de empregos (payroll) de fevereiro dos Estados Unidos, publicado nesta manhã. O dado não provocou grande mudança nas apostas para a política monetária, mas segundo analistas reforçou que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não precisa ter pressa antes de começar a cortar juros, podendo aguardar mais sinais da economia para dar esse passo. Na Europa, o euro ainda assim teve baixa modesta, após a leitura final confirmar estagnação no Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no quarto trimestre.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 147,07 ienes, o euro recuava a US$ 1,0937 e a libra tinha alta a US$ 1,2855. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou baixa de 0,11%, a 102,712 pontos. Na comparação semanal, o DXY perdeu 1,11%.

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Os EUA criaram 275 mil empregos em fevereiro, acima da mediana de 200 mil doProjeções Broadcast. A geração de vagas dos dois meses anteriores, porém, foi revisada para baixo, enquanto a taxa de desemprego subiu de 3,7% em janeiro a 3,9% e o salário médio por hora cresceu abaixo do esperado por analistas.

Na avaliação do Wells Fargo, o payroll aponta para moderação no mercado de trabalho dos EUA. O ING também via esfriamento, mas sem que o quadro justificasse corte de juros agora. O Jefferies, em linha similar, chamava a atenção para vários componentes do relatório que sugeriam perda de força. No mercado de câmbio, o dólar em geral caiu, após o dado.

A Capital Economics afirmou que o dólar foi pressionado nesta semana pelo payroll e também pela postura do presidente do Fed, Jerome Powell, que participou de duas audiências no Congresso. Powell reafirmou a postura recente de esperar para ter mais certeza antes de cortar juros, mas a consultoria avaliou que suas falas se mostraram "relativamente neutras", o que acabou por pressionar o dólar. Agora, a Capital considera que a moeda americana pode ficar de lado, sem fôlego visto logo no começo do ano. Ao mesmo tempo, ela diz que um período prolongado de fraqueza é improvável, "já que a economia dos EUA ainda parece em melhor forma que as demais desenvolvidas".

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Na zona do euro, leitura final confirmou estabilidade no PIB da zona do euro no quarto trimestre. Na avaliação da Oxford Economics, a região deve ter ganho apenas gradual de impulso na atividade, com os juros altos contendo o crédito. Na política monetária, aReutersreportou, a partir de fontes, que o Banco Central Europeu (BCE) poderia cortar juros em junho e julho, conforme a inflação cai mais rápido que o projetado pela instituição. Entre dirigentes que vieram a público, Martins Kazaks disse mais cedo que os cortes do BCE não necessariamente serão sucessivos, enquanto Madis Muller via o BCE na direção certa, mas ainda sem a confiança necessária para poder reduzir as taxas. Para Gediminas Simkus, um corte em junho seria "muito provável", enquanto a chance de que ele aconteça já em abril seria "baixa".

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