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MD compra operação de banco português

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O governo de Portugal aprovou na quinta-feira passada a venda de 100% do banco Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Brasil para a gestora MD Capital, criada por dois ex-executivos do Bradesco, Mario da Silveira Teixeira Junior e Dorival Antonio Bianchi.

O valor oficial não foi revelado, mas a venda é avaliada em R$ 250 milhões, pouco mais de ? 40 milhões.

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O processo estava aberto desde o fim de 2025, e os quatro finalistas, além da MD, eram o Nubank, a russa Sputnik e a Garantia Capital, que tem entre os sócios o economista André Perfeito.

O Nubank desistiu do processo recentemente, ao comprar o Banco Porto Real de Investimento, do Rio, e conseguir a licença bancária que buscava. O Caixa Geral de Depósitos era uma alternativa para obter essa licença.

Esta é a terceira tentativa do governo de Portugal de vender a subsidiária brasileira do CGD, o maior banco do país europeu em volume de ativos e que existe há 150 anos.

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A medida é parte de uma estratégia de venda de ativos internacionais para ajudar no ajuste fiscal do país, cuja dívida pública terminou 2025 perto de 90% do Produto Interno Bruto (PIB), acima do limite de 60% estabelecido pela União Europeia.

A primeira tentativa foi em 2019, quando recebeu três propostas vinculantes, mas decidiu não seguir com o processo. Em 2021, o processo foi relançado, mas também não avançou. Em setembro de 2025, foi oferecido novamente ao mercado.

No Brasil, o banco opera com foco em crédito para empresas, sejam da península ibérica com interesse em negócios no Brasil ou brasileiras que querem fazer negócios na Europa e África.

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O banco tem R$ 1,9 bilhão em ativos, segundo dados do primeiro trimestre disponíveis no Banco Central. A carteira de crédito somava R$ 825 milhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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