Economia

Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda, de olho na inflação dos EUA e BCs

Da Redação ·

Após ensaiarem recuperação no começo do pregão, as Bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira, 14, seguindo novamente o movimento negativo das bolsas de Nova York. Além da cautela com a Ômicron, a diminuição do apetite ao risco no mercado também se deve ao índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que subiu acima do esperado por analistas.

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De acordo com Michael Hewson, analista da CMC Markets, "outro relatório quente do PPI dos EUA está levantando preocupações de que a linha em 2022 seja provavelmente de aperto monetário muito mais agressivo pelo Federal Reserve (Fed)".

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,84%, aos 469,56 pontos, enquanto o londrino FTSE 100 recuou 0,18%, aos 7.218,64 pontos, menor nível diário. Ações da Rentokil (-12,30%) e BT Group (-4,29%) puxaram o índice para baixo.

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Craig Erlam, analista da Oanda, destaca que a questão nesta semana é se os bancos centrais consideram a inflação ou a cepa ômicron o maior risco. "A visão consensual ainda parece ser que as pressões de preços são impulsionadas por fatores temporários que serão corrigidos em grande parte ao longo do tempo, mas cada mês de inatividade é um risco", afirmou.

Investidores estão de olho nas decisões monetárias do Fed, na quarta-feira, e do Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE), na quinta-feira. O Julius Baer acredita que os bancos centrais de mercados desenvolvidos que definem política monetária nesta semana assumirão posições muito diferentes. "O BCE está seguindo a política de redução gradual do Fed com um atraso considerável, enquanto a relutância em aumentar as taxas de juros é semelhante. O BoE deve atrasar o início da normalização das taxas de juros, anteriormente esperado" para esta semana, analisa o banco suíço.

Sobre a pandemia, um estudo divulgado nesta terça-feira pelo Discovery Health apontou que duas doses da vacina da Pfizer reduzem em apenas 70% a chance de hospitalização contra a nova variante ômicron. O resultado indica uma queda na eficácia para prevenção de casos graves por covid-19.

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Em Frankfurt, a queda do DAX foi de 1,08%, aos 15.453,56 pontos. Papéis da HelloFresh e Sartorius estiveram entre as piores quedas.

Já em Milão o índice FTSE MIB aumentou 0,02%, aos 26.556,67 pontos, com a alta de 4,58% do UniCredit dando suporte.

A produção industrial na zona do euro aumentou em outubro, após dois meses consecutivos de quedas devido a atrasos nas entregas de insumos decorrentes de gargalos na cadeia de abastecimento global.

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De acordo com o ING, o nível atual da produção industrial ainda está abaixo do nível alcançado no início deste ano. "A nova onda de ômicron pode prejudicar a produção durante o inverno, já que as fábricas são confrontadas com um número crescente de trabalhadores ausentes por motivo de doença ou quarentena".

Nas praças ibéricas, o PSI 20 fechou em queda de 0,81% em Lisboa, aos 5.443,95 pontos, e o madrilenho Ibex 35 ganhou 0,07%, aos 8.378,50 pontos.

Por fim, em Paris, o índice CAC 40 cedeu 0,69%, aos 6.895,31 pontos.