Economia

Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta, com techs e de olho em dados

Da Redação ·

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 31, após a divulgação de indicadores econômicos na região. Em linha com o movimento observado em Nova York, as ações do setor de tecnologia se destacaram no último pregão de um mês turbulento nos negócios, em recuperação parcial após perdas recentes.

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O índice Stoxx 600, que reúne as principais empresas de capital aberto do continente, encerrou a sessão com ganho de 0,72%, a 468,88 pontos. No mês, contudo a referência teve desvalorização de 4,31%.

O subíndice de tecnologia avançou 3,47% nesta segunda, mas acumula tombo de 12,8% no ano. O setor é um dos mais afetados pelas perspectivas de aperto monetário, sobretudo nos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manteve os juros inalterados na última quarta-feira, mas sinalizou que deve aumentá-lo em março.

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Do outro lado do Atlântico, Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE) divulgam suas decisões na próxima quinta-feira, em caminhos divergentes. Enquanto o mercado espera que o BoE suba a taxa básica de juros pelo segundo encontro consecutivo, o BCE ainda está distante de tomar medida semelhante, apesar da escalada inflacionária.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 4,9% na comparação anual de janeiro, de acordo com dados oficiais preliminares. O resultado representa uma desaceleração em relação à alta de 5,3% na leitura final de dezembro, mas superou as previsões de analistas. Já o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,3% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre de 2021, em linha com o consenso.

Nesse cenário, o índice DAX, de Frankfurt, avançou 0,99%, a 15.471,20 pontos.

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Em Paris, o CAC ganhou 0,48%, a 6.999,20 pontos.

Já o FTSE MIB, de Milão, se elevou 0,94%, a 26.814,05 pontos.

Na contramão, o FTSE 100, de Londres, recuou 0,02%, a 7.464,37 pontos. A Capital Economics explica que o mercado acionário britânico conseguiu resistir à volatilidade nos negócios globais este mês, ajudado pelo setor de energia - que compõe 8% das ações do FTSE. "Nossa opinião é que a avaliação e a composição das ações do Reino Unido, bem como a libra esterlina mais fraca, significarão que o FTSE 100 superará o S&P 500", prevê, ponderando que o aperto monetário do BoE pode ameaçar o cenário.

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Nas praças ibéricas, o Ibex 35, de Madri, aumentou 0,03%, a 8.612,80 pontos, de acordo com cotação preliminar.

Já em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,77%, a 5.564,35 pontos, após o Partido Socialista conquistar confortável vitória nas eleições gerais do domingo e abrir caminho para implementar seu orçamento.