Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Lula diz que Brasil e China estão 'dispostos a unir vozes contra protecionismo'

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira, 13, ao lado do presidente da China, Xi Jinping, que os dois países estão "dispostos a unir suas vozes contra o unilateralismo e o protecionismo".

Mesmo sem mencionar o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em nenhum momento de sua declaração à imprensa após assinatura de atos com o governo chinês, Lula fez referência à política tarifária do estadunidense. Disse que "guerras comerciais não têm vencedores" e que o "mundo se tornou mais imprevisível, instável e fragmentado" nos últimos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

"Há anos, a ordem internacional já demanda reformas profundas. Nos últimos meses, o mundo se tornou mais imprevisível, mais instável e mais fragmentado. China e Brasil estão determinados a unir suas vozes contra o unilateralismo e o protecionismo. A defesa intransigente do multilateralismo é uma tarefa urgente e necessária", afirmou Lula.

O presidente continuou dizendo que "guerras comerciais não têm vencedores". "Elas elevam os preços, deprimem as economias e corroem as rendas dos mais vulneráveis em todos os Países. O presidente Xi Jinping e eu defendemos um comércio justo e baseado nas regras da OMC", declarou.

Lula citou a Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta Sustentável, estabelecida em novembro do ano passado, como "uma alternativa às rivalidades ideológicas".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente brasileiro reforçou que esta foi sua segunda visita de Estado à China no atual mandato e que levou ao País uma "expressiva delegação" com ministros e parlamentares. Também disse que a "relação entre Brasil e China nunca foi tão necessária".

Lula também criticou o que chamou de "insensatez dos conflitos armados" e citou os casos das guerras ocorridas na Palestina e na Ucrânia. Defendeu que acabar com esses conflitos "é precondição para o desenvolvimento" e disse que entendimentos firmados entre Brasil e China "para uma resolução política para a crise na Ucrânia oferecem base para um diálogo abrangente que permita o retorno da paz à Europa".

"A humanidade se apequena diante das atrocidades cometidas em Gaza. Não haverá paz sem um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com o Estado de Israel. Somente uma ONU reformada poderá cumprir os ideais de paz, direitos humanos e progresso social consagrados em 1945 na Carta de São Francisco", afirmou o presidente, que voltou a defender que o Conselho de Segurança das Nações Unidas reflita uma maior diversidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lula citou também projetos discutidos e acordos firmados entre China e Brasil. Falou sobre entendimentos envolvendo os bancos centrais dos dois Países e o lançamento de satélites para uso agrícola, por exemplo. Também mencionou uma discussão sobre financiamento de projetos de infraestrutura, sustentabilidade e energia.

"Nunca um número tão grande de projetos foi discutido de maneira sistemática em tão pouco tempo. Os primeiros resultados concretos já podem ser constatados. A cooperação entre os bancos centrais permitirá uma maior integração financeira e facilitará investimentos. Com o programa Satélite de Recursos Terrestres Brasil-China, lançaremos dois satélites adicionais. Vamos gerar e compartilhar imagens para o uso ambiental, agrícola e meteorológico com os países do sul global", declarou.

"O presidente Xi e eu também conversamos sobre a mobilização de financiamento para projetos de infraestrutura, sustentabilidade e energia. Há poucas semanas, uma missão chinesa esteve no Brasil para examinar oportunidades de investimentos em infraestrutura no âmbito das rotas de integração sul-americana", completou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline