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Lucro da Bunge cai 94% no 4º trimestre e recua 28% em 2025, para US$ 816 milhões

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A norte-americana Bunge registrou lucro líquido atribuível de US$ 95 milhões (US$ 0,49 por ação) no quarto trimestre de 2025, recuo de 94% ante os US$ 602 milhões (US$ 4,36 por ação) obtidos em igual período de 2024. Já o lucro ajustado foi de US$ 1,99 por ação, abaixo dos US$ 2,13 por ação reportados no igual intervalo do ano anterior.

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) totalizou US$ 264 milhões no trimestre, queda de 66% ante os US$ 767 milhões um ano antes. Já o Ebit ajustado somou US$ 622 milhões, avanço de 40% ante os US$ 445 milhões na comparação anual, refletindo maior disciplina operacional e a ampliação da atuação global da companhia após a combinação com a Viterra.

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Segundo o CEO Greg Heckman, 2025 foi um ano de "realizações significativas", marcado pela integração da Viterra e pela expansão da presença global da empresa, apesar de um ambiente de mercado dinâmico e incertezas geopolíticas.

Nos segmentos operacionais, o processamento e refino de soja apresentou resultados levemente maiores ajustados, com destaque para América do Sul, especialmente Argentina e Brasil, enquanto América do Norte e Europa tiveram desempenho mais fraco.

Já o segmento de softseeds, de oleaginosas como canola, girassol e linhaça, registrou crescimento impulsionado por maiores margens de processamento e pela incorporação dos ativos da Viterra.

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A área de outras oleaginosas teve melhora com desempenho mais forte de óleos especiais na Ásia e América do Norte. Em grãos e moagem, o avanço foi puxado pela comercialização global de trigo e cevada e pela ampliação da capacidade logística e de originação.

Acumulado de 2025

No acumulado de 2025, o lucro líquido atribuível à Bunge somou US$ 816 milhões, queda de 28,2% em relação aos US$ 1,137 bilhão de 2024. O lucro por ação diluído caiu de US$ 7,99 para US$ 4,93, enquanto o lucro ajustado por ação recuou de US$ 9,19 para US$ 7,57.

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O Ebit total anual foi de US$ 1,533 bilhão, queda de 14% ante os US$ 1,792 bilhão no ano anterior. Já o Ebit ajustado alcançou US$ 2,034 bilhões, praticamente estável frente aos US$ 2,017 bilhões de 2024. O fluxo de caixa operacional somou US$ 844 milhões em 2025, abaixo dos US$ 1,9 bilhão registrados no ano anterior, refletindo principalmente menor lucro líquido e mudanças no capital de giro.

Para 2026, a Bunge projeta lucro ajustado entre US$ 7,50 e US$ 8,00 por ação, além de investimentos de capital entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,7 bilhão e despesas líquidas de juros entre US$ 575 milhões e US$ 625 milhões.

Em nota, Heckman afirmou que, apesar da visibilidade limitada diante das condições de mercado, a companhia acredita que a ampliação das capacidades e a maior diversificação geográfica permitirão adaptação e geração de valor no longo prazo.

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