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Lagarde vê espaço para negociar tarifas com EUA e descarta recessão na zona do euro

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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta terça-feira, 22, que tem "completa certeza de que há espaço para negociar tarifas" com os Estados Unidos, mas alertou que as medidas comerciais adotadas por Washington têm um impacto "bem prejudicial" no crescimento da UE. "Sempre reforçamos que tarifas representam perdas para todos os países, inclusive os EUA", disse.

Sobre a possibilidade de recessão, descartou: "Não vejo recessão para a zona do euro no momento."

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Lagarde, em entrevista à CNBC, lembrou que há "muito interesse mútuo" nas relações comerciais entre Europa e EUA. Ela disse não achar que a Europa teria sido injusta com os americanos no comércio, e pontuou que defende o livre comércio global.

Sobre os efeitos das tarifas, Lagarde admitiu que as projeções iniciais do BCE mostravam o dólar se fortalecendo e o euro se desvalorizando, "mas não foi o que aconteceu". No entanto, ressaltou que a medida, somada ao grande investimento europeu em defesa, impacta a economia da UE.

Para ela, com as tarifas americanas, a Europa se torna uma das opções para a China vender seus produtos. Sobre o impacto líquido das tarifas na inflação, no entanto, afirmou que "ainda não posso dizer qual é. Isso deve ser visto de perto".

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Apesar dos desafios, Lagarde afirmou que o processo desinflacionário na zona do euro está "em seu caminho", "em 'fase de conclusão'" e que a região está próxima da meta de inflação de 2%, que pode ser atingida ainda este ano. No entanto, alertou para a presença de "choques econômicos" no caminho e destacou que a projeção para 2025 é de uma inflação em 2,1%. "Provavelmente ficará nesse nível."

Lagarde reforçou que o BCE será "dependente de dados ao extremo" para definir o rumo da política monetária. "Ou cortamos ou pausamos", afirmou. "Precisamos de flexibilidade e devemos estar preparados para agir."

Ela ainda destacou a solidez do sistema financeiro europeu e reforçou que "os bancos estão muito bem capitalizados". Ao ser questionada sobre os comentários do presidente Donald Trump em relação ao chefe do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, Lagarde evitou entrar em polêmicas, mas reforçou: "bancos centrais são dependentes de dados".

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