Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Justiça reconheceu vínculo entre motoristas e app em 2% dos casos, diz presidente do TST

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O ministro Aloysio Corrêa da Veiga, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), disse que a Justiça do Trabalho reconheceu vínculo empregatício entre motoristas de aplicativo e as plataformas digitais em apenas 2% dos casos. O ministro falou na manhã desta segunda-feira, 9, na abertura de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a "uberização" no mercado de trabalho.

De acordo com o presidente do TST, foram ajuizados 21.275 processos discutindo a natureza jurídica desse trabalho desde o início da operação da Uber no Brasil, em 2014. Dessas ações, 6.857 foram negadas, 2.242 foram acolhidas parcialmente, e 189 (2%) foram aceitas totalmente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Veiga avaliou que "o tema é tão relevante que não encontra unanimidade plena no campo doutrinário nem na jurisprudência". "Quanto mais tempo para definir a jurisprudência sobre essa matéria, maior o número de processos", afirmou.

Ele defendeu também que o trabalho por aplicativo "demanda uma proteção especial", mesmo que seja mantida a categoria de trabalhador autônomo. Como exemplos dessa proteção, ele listou o seguro contra acidente de trabalho, a contribuição previdenciária obrigatória por parte da plataforma e por parte do motorista de aplicativo e obrigatoriedade de desconexão.

"Não pode ficar um trabalhador vinculado à plataforma por mais de 12 horas por dia, para garantir a segurança de todos que se utilizam do aplicativo e do próprio prestador de serviço", argumentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Audiência pública

A audiência pública é conduzida pelo ministro Edson Fachin para ouvir a sociedade civil, empresas e entidades governamentais sobre o tema. Ele é relator de ação que discute, com repercussão geral, se há vínculo empregatício entre motoristas de aplicativo e as plataformas digitais. Atualmente há cerca de 10 mil processos sobre o tema na Justiça do Trabalho.

O tema é objeto de recurso da Uber contra decisão da Justiça do Trabalho que reconheceu o vínculo de um motorista com a plataforma e determinou o pagamento de obrigações trabalhistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O argumento da decisão foi que estão presentes os elementos da relação de emprego: não eventualidade, subordinação, onerosidade e pessoalidade. A Uber alega que esse entendimento "afronta aos princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência" e atinge todo o novo modelo de negócios de economia compartilhada".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline