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Juros: votação do IOF no Congresso pressiona taxas longas, e curtas ficam estáveis

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Com a agenda doméstica fraca e comunicação telegrafada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) de que a Selic ficará no patamar atual de 15% por um longo período, os juros futuros percorreram a segunda etapa desta quarta-feira em relativa estabilidade na ponta curta da curva. Já os vértices intermediários e longos foram pressionados pela incerteza em relação ao quadro fiscal.

O mercado ficou atento ao Congresso: a votação pautada para hoje pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Projeto de Decreto Legislativo (PDL)) que revoga o decreto do governo com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) elevou as taxas a partir de 2027.

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No fechamento do dia, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 ficou em 14,940%, de 14,944% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2027, em 14,230%, de 14,201% ontem. O DI para janeiro de 2028 encerrou com taxa de 13,530% (13,452% no ajuste de ontem) e a do DI para janeiro de 2029 passou de 13,330% para 13,410%.

Segundo Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, o ruído em torno da votação da derrubada da MP do governo Lula fez com que os agentes adotassem uma postura mais cautelosa, o que se refletiu na alta do dólar no dia e também no mercado de juros, especificamente nas taxas a partir de janeiro de 2027. "Com a perspectiva de Selic estável, o mercado não colocaria tão cedo a possibilidade de alta de juros, então os vencimentos mais afetados foram o de 2028 e de 2029", afirmou Serrano, para quem a movimentação no mercado de juros nesta quarta não foi muito forte.

Também estão na pauta da Câmara o PL que isenta do Imposto de Renda quem ganha até dois salários mínimos, a MP que autoriza o uso de até R$ 15 bilhões por ano do Fundo Social para habitação popular e permite ao governo leiloar óleo e gás excedente, com potencial de arrecadar até R$ 20 bilhões, além da MP que permite a contratação de crédito consignado por trabalhadores do setor privado.

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Mais cedo, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, afirmou em evento da Anbima que os canais de transmissão da política monetária podem não estar funcionando no Brasil com a fluidez observada em outras economias, considerando a resistência da atividade econômica mesmo com o nível elevado da Selic, mas as declarações não fizeram preço nos DIs. David destacou ainda que a taxa de desemprego está em seu menor patamar da série histórica, enquanto a renda das famílias também está em ascensão.

Ainda no cenário local, o mercado também operou na expectativa do IPCA-15 de junho, que será divulgado amanhã pelo IBGE. De acordo com a mediana de 30 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, o indicador deve desacelerar de 0,36% em maio para 0,31% este mês. "Estamos em um contexto melhor de inflação no curtíssimo prazo", avalia o economista-chefe do BMG. Por outro lado, ele pondera que o mercado de trabalho, cujos dados serão conhecidos na sexta-feira, segue com desempenho forte.

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