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Juros: Taxas sobem com realização de lucros e impasses na Câmara

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Após três sessões de queda consecutiva, o mercado de juros passou hoje por uma realização moderada de lucros, amparada nos percalços da tramitação das pautas econômicas na Câmara, que se desenrola num ritmo mais lento do que o esperado, ameaçando a votação da reforma tributária nesta semana. O ajuste em alta nas taxas, porém, se deu num ambiente de fraca liquidez, atribuída à ausência dos mercados em Nova York em função do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Já a sabatina dos indicados a compor a diretoria do Banco Central, Gabriel Galípolo e Ailton Aquino, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado foi absorvida sem maiores reações nos ativos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 fechou com taxa de 12,800%, de 12,778% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 10,64% para 10,73%. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 10,11%, de 10,00% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2029 avançou a 10,45%, de 10,35%. O DI para janeiro de 2026, que ontem terminou com taxa em um dígito, hoje voltou para 10,11%, de 9,98% ontem no ajuste.

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Sem a referência de Wall Street, a liquidez minguou, com o mercado de DI girando em torno de um terço do volume de contratos da média diária dos últimos 30 dias. "Num dia de feriado em NY que reduz a liquidez, alguns pontos que podem adiar as votações acabam pesando", afirmou o economista-chefe do PicPay, Marco Antônio Caruso, citando por exemplo a falta de consenso sobre o relatório do projeto de lei do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) que pode comprometer a votação prevista para hoje. "Não é nem pelo texto em si, mas sim porque está travando a pauta. Temos pouco mais de uma semana antes do recesso", comentou.

Em paralelo, o governo também tem dificuldades para fechar um consenso em torno da reforma tributária, dadas as resistências dos governadores que estão em Brasília tratando diretamente com os deputados. Domingos Sávio (PL-MG) afirmou que seu partido vai tentar adiar a análise do texto. Segundo ele, se a proposta for para votação no plenário nos próximos dias, a legenda vai apresentar requerimento para retirada de pauta. "Nós temos divergências profundas ou pelo menos ressalvas em todos os ambientes, no comércio, nos serviços, no agro, na área municipalista e nos Estados", justificou.

O avanço das taxas hoje não é visto como mudança de tendência, que segue sendo de alívio nos prêmios de risco na medida em que o cenário para preços e expectativas futuras for permitindo. "A reforma tributária em si ajuda a desatar um nó, mas a melhora que temos visto nas últimas semanas está muito mais relacionada ao quadro para a inflação e a relatos de que os falcões do Copom estariam com postura mais dovish", afirmou o gerente da Mesa de Reais da CM Capital, Jefferson Lima.

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A próxima reunião do Copom, em agosto, já deve contar com os votos dos dois indicados pelo presidente Lula para as diretorias do Banco Central, Gabriel Galípolo (Política Monetária) e Ailton Aquino dos Santos (Fiscalização). Ambos já foram aprovados pela CAE do Senado e aguardam a votação do plenário.

As declarações dos indicados durante a sabatina não chegaram a influenciar as taxas. Durante a sabatina, Galípolo disse que o mercado vê com bons olhos o esforço que foi feito até aqui pelas autoridades competentes e que permite os juros cederem ao longo do tempo.

No leilão de NTN-B, o Tesouro trouxe lote grande de papel, de 1,85 milhão, concentrado no vencimento mais curto, 15/8/2028, com 1,25 milhão. A instituição acabou vendendo 1,603 milhão, com lotes sendo absorvidos integralmente somente nos vértices de 2040 e 2060, com 300 mil cada. Para 2028, o Tesouro colocou 1,003 milhão.

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