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Juros: Taxas mostram viés de alta alinhadas ao sinal externo

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Os juros futuros seguiram com oscilações contidas à tarde, com o mercado relativizando a agenda carregada do dia e em compasso de espera pelo relatório de emprego nos Estados Unidos amanhã. No fechamento, as taxas exibiam viés de alta, alinhadas ao sinal dos rendimentos dos Treasuries longos. Lá fora, a entrevista da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, após a reunião de política monetária, e o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Senado americano foram monitorados sem impacto nas taxas locais.

A curva também não se deixou levar pela deflação maior do que o consenso mostrada pelo IGP-DI de fevereiro nem pelo superávit do setor público acima da mediana das estimativas. A entrevista do diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, foi acompanhada com atenção. O Tesouro trouxe um leilão de prefixados com maior risco para o mercado, ajudando a limitar a movimentação pela manhã.

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A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou a 9,880%, de 9,873% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2026 encerrou com taxa de 9,70% (de 9,68% ontem). A taxa do DI para janeiro de 2027 passou de 9,87% para 9,90%, e a do DI para janeiro de 2029, de 10,31% para 10,34%.

A exemplo de ontem, as taxas acompanharam o recuo moderado dos retornos dos títulos do governo americano pela manhã, mas no fim da primeira etapa zeraram a queda e passaram a oscilar em ligeira alta. A taxa da T-Note de dez anos, que na mínima chegou a cair a 4,05%, retomava os 4,10% no fim da tarde.

O gestor da Integral Investimentos, Marcos Iório, destaca que, embora pesada, a agenda veio relativamente em linha com o esperado. "E tem o compasso de espera pelo payroll, que deve confirmar a aposta de início de corte de juros em junho. Mesmo se vier mais fraco, não deve ser capaz de levar o mercado a antecipar a aposta para maio", disse, lembrando que os dados do mercado de trabalho nos EUA têm sido divergentes.

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Internamente, o mercado já abriu conhecendo o IGP-DI de fevereiro, que acelerou a queda a 0,41%, de 0,27% em janeiro. A deflação foi maior do que apontava a mediana das estimativas (-0,37%), dentro do intervalo queda de 0,19% a recuo de 0,60%. "Os bons números do atacado não têm conseguido mobilizar a curva, que está olhando muito para o exterior", diz Iório. Outro dado da manhã foi o superávit primário de R$ 102,146 bilhões do setor público em janeiro, o melhor resultado da série histórica e acima da mediana das estimativas de R$ 98,3 bilhões.

Diogo Guillen, em evento do Goldman Sachs, falou do foward guidance da política monetária, esquentando o debate presente nas recentes aparições do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo. Guillen disse que o BC vai avaliar já no próximo Copom se faz sentido continuar fazendo o uso do instrumento, que, acrescenta, teve um papel importante ao longo do processo de distensão monetária. "É um esporte de altíssimo risco para atletas avessos a risco, que são os policymakers", afirmou.

Afirmou ainda que a preocupação com as expectativas de inflação para 2025 e 2026 não é somente com o nível acima da meta, mas também com o tempo em que elas estão desancoradas. "Cria um farol apontando para o lado errado e isso vai se perpetuando em reindexação de salários e impacto sobre a definição de preços", explicou o diretor, que frisou que entre os efeitos dessas expectativas desancoradas está a necessidade de juros em nível contracionista.

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Na gestão da dívida, o Tesouro foi agressivo na oferta de prefixados e conseguiu vender integralmente os lotes de 16 milhões de LTN e de 1,250 milhão de NTN-F, com taxas dentro ou abaixo do consenso. O risco para o mercado (DV01) foi de US$ 755 mil, pouco mais que o dobro do leilão anterior (US$ 371 mil), segundo a Warren Investimentos.

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