Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Juros: Taxas longas derretem com proposta para precatórios e melhora externa

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros fecharam a sessão com queda expressiva, dando sequência ao movimento que começou ontem com o recuo das commodities e ganhou fôlego nesta terça-feira, 21, com a solução que está sendo costurada para a questão dos precatórios de R$ 89,1 bilhões em 2022 e com a melhora de percepção de risco externo. Os longo prazo caíram quase 30 pontos-base. Os de curto prazo oscilaram bem menos, terminando com um viés de baixa na medida em que foi se consolidando o consenso em torno do aumento de 1 ponto porcentual da Selic no Copom de amanhã. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 10,544% para 10,25% e a do DI para janeiro de 2025 fechou em 9,84%, de 10,136% ontem. É a mais baixa desde 6 de setembro, quando fechou em 9,80%. O DI para janeiro de 2022, hoje o mais líquido, fechou com taxa estável em 7,10%.

A direção foi de baixa desde a abertura, favorecida inicialmente por uma pausa nas tensões com a chinesa Evergrande dada a avaliação de que as autoridades devem atuar para evitar o risco sistêmico e maior impacto sobre a economia. No meio da manhã, as taxas tocaram máximas, mas ainda em queda, depois da divulgação do edital do Tesouro, que veio com lotes de NTN-B bem maiores para o leilão desta terça-feira. Vendeu na íntegra a oferta de 2,5 milhões, com concentração nos vencimentos de 2026 (1 milhão) e 2030 (1 milhão), com 500 mil para 2055.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No começo da tarde, o recuo ganhou impulso após o fim da reunião entre os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir uma solução para os precatórios. A alternativa que está sendo costurada pressupõe o pagamento das dívidas respeitando o teto de gastos a partir de uma atualização a ser feita desde 2016. "O saldo alheio ao teto seria da ordem de R$ 50 bi e poderia ser transferido para 2023", explicou Pacheco.

A proposta recebeu críticas justamente por "jogar" boa parte do problema para frente, mas agradou ao mercado por resolver a pendência no curto prazo e, principalmente, dentro do teto. "É uma solução paliativa e, de certa maneira, com respeito à regra. Mas tem caráter imediatista e não resolve o problema estrutural", disse a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, alertando para o risco de se criar uma bola de neve.

Para o especialista em contas públicas e economista-chefe da RPS Capital, Gabriel de Barros, a saída, que ainda vai ser negociada com lideranças do Congresso, piora o desenho da regra fiscal. Para ele, o espaço que seria aberto no teto de gastos, de cerca de R$ 50 bilhões, daria brecha não apenas para turbinar o Bolsa Família, mas para atender a arranjos políticos "questionáveis".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A quarta-feira tem agenda econômica concentrada nas decisões dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos, com grande expectativa dos agentes pela sinalização sobre se e como a perspectiva de desaceleração da economia global reforçada pelo episódio da Evergrande pode alterar a rota da política monetária. Aqui, após o Banco Central relativizar dados de inflação de alta frequência como fator de mudança de seus planos de voo, a alta de 1 ponto porcentual da Selic virou aposta de graça, amplamente precificada na curva e nas opções digitais da B3.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV