Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Juros: espera pela agenda da semana limita oscilação e taxas ficam de lado

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Os juros futuros começaram a semana de lado, na falta de um vetor mais forte a conduzir os negócios nesta segunda-feira e com os investidores esperando o desenrolar da agenda da semana para montar posições firmes. No fechamento, as taxas estavam perto dos níveis de ajustes da sexta-feira, com viés de baixa. A postura otimista demonstrada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, com relação à área fiscal, agradou ao investidor, embora sem impacto nos preços, tampouco o avanço dos Treasuries conseguir influenciar a curva doméstica.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou em 9,920% (mínima), de 9,937% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2026 passou de 9,73% para 9,72% (mínima). O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 9,92% (mínima), de 9,93% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 encerrou com taxa de 10,35%, de 10,37%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Como as taxas fecharam a semana passada em baixa, havia espaço para alguma realização de lucros, ainda mais com a agenda do dia esvaziada e juros dos Treasuries em alta, mas o mercado preferiu se ater a operações pontuais. "O mercado está aguardando os eventos desta semana, também com muitos dados, para ter um direcional mais claro. E, no exterior, está difícil fazer qualquer aposta contra a ideia de que os juros nos Estados Unidos vão começar a cair só no meio do ano", afirma o gerente de Renda Fixa e Distribuição de Fundos da Nova Futura Investimentos, André Alírio.

Entre os indicadores, o ponto alto é a divulgação do relatório de emprego americano na sexta-feira. Antes, porém, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fala ao Congresso, na quarta e na quinta.

Com máximas vistas pela manhã, as taxas dos Treasuries subiram, com o mercado corrigindo parte da queda da semana passada e cautela com agenda da semana. O yield da T-Note de dez anos estava na casa de 4,22% no fim da tarde, ante 4,18% na sexta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, as declarações de Campos Neto sobre a área fiscal, publicadas no fim de semana pela Folha de S.Paulo e reforçadas hoje em evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foram bem recebidas. Ao citar a diferença entre as previsões do mercado para o resultado primário, que apontam para um buraco de 0,8%, e a meta do governo de zerar o déficit, comentou que o governo tem condições de apresentar um número melhor do que o traçado por economistas.

"É uma voz de moderação na pressão fiscal. Essa avaliação suaviza o impacto de não se zerar o déficit. Se o governo conseguir entregar algo abaixo de 0,70%, já será interessante", diz Alírio.

No Santander Brasil, relatório da equipe de Macroeconômica comandada por Ana Paula Vescovi aponta que investidores na Europa e Estados Unidos mantêm posições otimistas no País, mas vêm reduzindo alocação desde o fim de 2023, seja porque veem prêmios menores em relação ao ano passado, seja pelo cenário global de juros mais incerto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Essa redução nas posições provavelmente levou alguns fundos locais a realizarem movimentos similares, o que poderia ser outra razão por trás do fraco desempenho recente dos juros em comparação com o nosso cenário mais recente", dizem. Para os profissionais, a curva "só precisa de um gatilho para ter desempenho melhor", o que pode vir com o IPCA de março na próxima semana ou no caso de sinalização mais clara de corte de juros por parte do Fed.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV