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Juros caem em ajuste à comunicação sobre Guedes; dólar e exterior contribuem

Escrito por Da Redação
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Os juros futuros abriram em forte queda nesta terça-feira, mostrando que o mercado reage positivamente à comunicação da cúpula de Brasília sobre a permanência do ministro da Economia, Paulo Guedes. Os rumores de uma saída iminente do economista e o consequente abandono da agenda liberal foram o principal motivo para a alta forte das taxas e da maior inclinação da curva ontem.

Ao que tudo indica, os agentes encontraram espaço para um ajuste de baixa maior do que o que já havia sido observado na sessão estendida, quando os longos, por exemplo, devolveram oito pontos-base ou mais. O avanço das taxas com a tensão sobre a saída ou não de Guedes ficou evidente nos preços desde a s semana passada.

A queda menor hoje nos curtos deve-se ao fato de os longos terem refletido mais essa preocupação, além de embutirem a alta do dólar, e também por conta da inflação.

Segundo Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, a segunda prévia de agosto do IGP-M (+2,34%) divulgada hoje cedo pela FGV limita a queda dos curtos porque reforça "a percepção de fim de ciclo de queda da Selic". DI para janeiro de 2022 abriu a 2,73% ante 2,83% no ajuste de ontem. DI para janeiro de 2023 abriu a 3,92% ante 4,06% no ajuste de ontem e 4,03% na estendida. DI para janeiro de 2025 abriu a 5,76% ante 5,95% no ajuste de ontem e 5,89% na estendida. DI para janeiro de 2027 abriu a 7,38% ante 6,99% no ajuste de ontem e 6,91% na estendida.

A depreciação do dólar ante o real também contribui para o ajuste para baixo nas taxas. No mercado cambial, os investidores devolvem boa parte dos ganhos da véspera da moeda americana. Na mínima, o dólar à vista caiu a R$ 5,4268 (-1,28%), enquanto o dólar futuro de setembro cedeu até R$ 5,4280 (-1,52%).

O Tesouro Nacional divulgou hoje as condições do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B), papéis que são indexados ao IPCA. Segundo portaria nº444, no Grupo 1, que contempla os vencimentos de 15/5/2025 e 15/8/2030, o lote é de até 1,5 milhão. No Grupo 2, a oferta é de até 150 mil títulos, a serem distribuídos nos vencimentos e 15/8/2040 e 15/5/2055.

A agenda doméstica é fraca nesta terça-feira, sendo que um destaque é o segundo dia de reunião de analistas com o Banco Central.

Mais cedo a Fipe divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,33% na segunda quadrissemana de agosto, acelerando frente ao aumento de 0,28% observado na primeira quadrissemana deste mês.

Já a FGV divulgou que o IGP-M subiu 2,34% na segunda prévia de agosto, após ter aumentado 2,02% na segunda prévia de julho. Com o resultado, o índice acumulou elevação de 9,22% no ano de 2020 e alta de 12,58% em 12 meses.

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